Número de mortos no ataque russo a Dnipro sobe para 25, incluindo uma criança

Cerca de 73 pessoas ficaram feridas, dos quais 13 crianças, e estão 43 desaparecidas. Foram destruídos 72 apartamentos e danificados mais de 230.
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As equipas de resgate continuam este domingo a procurar sobreviventes nos escombros de um prédio de nove andares em Dnipro, no leste da Ucrânia, alvo de um ataque de mísseis russos. O número de mortos aumentou para 25, entre os quais uma criança, disse o Presidente ucraniano.

Um vídeo publicado pelos serviços de emergência ucranianos nas redes sociais Facebook e Telegram mostra equipas de resgate a escavar nos escombros do edifício de apartamentos durante a madrugada.

Os serviços de emergência disseram que os bombeiros estavam a tentar desesperadamente salvar uma mulher, presa sob os escombros, com quem tinham conseguido falar.

"Até ao momento foram resgatadas 39 pessoas, incluindo seis crianças", adiantou Volodymyr Zelensky, na sua conta na rede Telegram, acrescentando que do ataque resultaram também 73 feridos, dos quais 13 crianças, e 43 desaparecidos. Um balanço divulgado anteriormente dava conta de 21 mortes.

O chefe de Estado indicou ainda que foram destruídos 72 apartamentos e danificados mais de 230, na sequência do ataque, realizado a partir da região russa de Kursk.

O serviço de emergências ucraniano montou quatro tendas para socorrer a população, a que se juntaram outras duas organizadas por grupos de voluntários.

"Os psicólogos estão a prestar assistência às vítimas", informou Zelensky.

"Prosseguem as operações de busca e desmantelamento de elementos estruturais perigosos. Sem pausa. Continuamos a lutar por cada vida", assegurou, apresentando condolências às famílias e aos amigos das vítimas.

O governador da região, Valentyn Reznichenko, confirmou que "o desmantelamento das estruturas destruídas do edifício continua" e que "já foram retiradas perto de 3.500 toneladas de escombros".

Segundo a agência AP, que está em Dnipro, foi usado um guindaste nas operações de socorro para tentar resgatar os habitantes presos nos andares superiores do edifício de apartamentos, onde viviam cerca de 1.700 pessoas. Alguns moradores recorreram às luzes dos telemóveis para pedirem ajuda e sinalizarem onde estavam.

O general Valerii Zaluzhny, comandante das forças armadas ucranianas, adiantou que a Rússia disparou 33 mísseis, dos quais 21 foram demolidos, mas que o ataque ao prédio em Dnipro foi feito com um míssil Kh-22, projetado para destruir grupos de porta-aviões no mar, arma que a Ucrânia não tem capacidade para intercetar.

O primeiro-ministro ucraniano, Denis Shmigal, confirmou ainda que os ataques de sábado - que também visaram a capital, Kiev, e Kharkiv, no norte - atingiram várias instalações de infraestruturas energéticas, com "a situação mais difícil" a verificar-se em Jarkov e Kiev.

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