Sintra e Cascais não se candidataram à Bandeira Azul

As Câmaras de Cascais e Sintra explicaram hoje que não candidataram qualquer praia dos municípios ao galardão da Bandeira Azul como forma de protesto contra o processo do concurso e contra a falta de investimentos no litoral.
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A Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) anunciou hoje que 240 praias em Portugal foram contempladas com a Bandeira Azul, o que representa um aumento de 14 em relação ao ano transacto.

A região do Tejo registou a maior descida, com menos 11 bandeiras atribuídas em relação ao ano passado, devido à saída da lista de dois concelhos: Sintra e Cascais.

Enquanto a "administração central" não "fizer investimentos no litoral sintrense", nomeadamente nas arribas, a autarquia não voltará a apresentar a candidatura de qualquer praia, prometeu o vice-presidente da Câmara de Sintra, Marco Almeida.

A exemplo do verão de 2009, o município de Sintra não vai ter a Bandeira Azul hasteada nas praias do concelho, uma vez que não se candidatou ao programa como sinal de protesto contra "a falta de investimento no litoral sintrense pela administração central".

"Enquanto a ARH [Administração da região Hidrográfica] não fizer investimentos no nosso litoral a câmara não fará candidaturas à Bandeira Azul. Estamos preocupados com situações como a arriba das Azenhas do Mar e continuamos a aguardar investimentos da administração central nessa matéria", disse à agência Lusa Marco Almeida, que é também vereador do Ambiente.

No ano passado, a Câmara de Sintra recusou-se a hastear a bandeira em três praias, em sinal de protesto pela perda desse galardão noutras duas praias, tendo acusado a Administração da Região Hidrográfica do Tejo de não cumprir compromissos assumidos, e de "falta de lealdade" para com o município.

Marco Almeida considera que a autarquia "vê com preocupação" o litoral em risco de queda, e garante que caso aconteça algum acidente terão que ser "apontadas responsabilidades à ARH".

Também o município de Cascais também não vai ter a Bandeira Azul nas praias do concelho. Este ano não se candidatou à Bandeira Azul como forma de "protesto em relação à instrução e gestão do processo de candidatura".

"Ao exigir às Câmaras o cumprimento de um conjunto significativo de critérios que não dependem dos municípios, tais como Informação e Educação Ambiental, Qualidade da Água, Gestão Ambiental e Equipamentos, Segurança e Serviços que não dependem da Câmara, o processo de candidatura revela-se absolutamente despropositado e distanciado da realidade", refere o comunicado.

A autarquia refere que "ao longo de todo o ano" tem zelado pela limpeza e desinfecção dos seus areais "sem qualquer apoio das entidades competentes", e garante que mesmo sem a Bandeira Azul as praias "gozam de uma qualidade invejável e constante e que está longe de se cingir à época balnear".

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