Sindicato lamenta que administração do Centro Hospitalar Lisboa Central ignore problemas

O Sindicato Independente dos Médicos lamenta que a administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central teime em "agradar à tutela em vez de resolver problemas", num comentário às demissões de chefes de equipa por causa das condições da urgência.
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Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Roque da Cunha, lastimou que a administração não resolva os problemas identificados pelos profissionais de saúde.

Roque da Cunha dá o exemplo da "falta de radiologistas em presença física", indicando que não foi resolvido e diz que a administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), que integra o hospital de S. José, está a "sonegar" o pagamento correto do trabalho médico noturno feito em serviço de urgência.

O SIM refere que vai avançar na próxima semana com um processo em tribunal para que os médicos recuperem o pagamento correto entre as 7:00 e as 8:00 quando fazem serviço de urgência naquele Centro Hospitalar, já que, segundo o acordo coletivo de trabalho, aquela hora é considerada como horário noturno e não tem sido recebida como tal.

Os chefes de equipa de medicina interna e cirurgia geral do Centro Hospitalar de Lisboa Central apresentaram a demissão por considerarem que as condições da urgência não têm níveis de segurança aceitáveis.

A agência Lusa teve acesso à carta que contém o pedido de demissão destes chefes de equipa do Centro Hospitalar de Lisboa Central, que integra o São José, tendo o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos confirmado que o documento foi entregue à administração.

Na carta, os profissionais apontam para a consecutiva degradação da assistência médica prestada no serviço de urgência do Hospital São José, considerando que se chegou a uma "situação de emergência" que impõe "um plano de catástrofe".

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