O alfaiate, símbolo da Reserva do Estuário do Tejo, ao contrário do flamingo, é uma ave que passou da categoria de «não ameaçada», em 89, para a actual classificação de «vulnerável». José Manuel Marques diz que «a diminuição é preocupante» e afirma desconhecer acções para inverter esta tendência. Segundo Domingos Leitão, «não se sabe qual a razão do fenómeno, nem se as aves desapareceram ou se, devido ao aquecimento do clima, têm ficado mais a norte na Europa». Actualmente oscilam entre 3950 e 8600 só no Tejo, onde «há 15 anos eram entre 15 e 16 mil». Em Castro Marim e na ria Formosa, pouco ultrapassam as duas centenas «Em alguns invernos quase não se reproduzem, apresentando grande insucesso a esse nível devido à forte presença humana.»