Em declarações à Lusa, na semana em que decorre a feira 'Portugal Home Week', o secretário-geral da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA), Gualter Morgado, sublinha que ainda é prematura uma análise por só ter passado metade do ano, mas os dados dos quatro primeiros meses apontam para que se consiga uma evolução de 3,8% no volume de negócios, de 2018 para 2019..Gualter Morgado alerta que, para as contas finais, há que ter em conta alguns condicionamentos que poderão ter um impacto positivo ou negativo. .O secretário-geral da APIMA destaca que, neste momento, alguns mercados relevantes para a economia portuguesa enfrentam algum impasse ou instabilidade. ."Há o caso do Reino Unido com a questão do Brexit [saída do Reino Unido da União Europeia] que afeta o desenvolvimento normal das exportações, assim como outros mercados, como o americano, que têm adotado algumas medidas de restrição, também podem condicionar", explica..Ainda assim, realça que esta é uma fileira "com uma relevância muito grande no panorama económico nacional" e lembra que, no ano passado, o setor, com a faturação a crescer 5%, representou 4,3% do total das exportações nacionais. .Nesta fase, 187 países recebem a produção nacional..Segundo a mesma fonte, as cerca de 7.500 empresas do setor, a grande maioria PME, são responsáveis por cerca de 60 mil postos de trabalho..Sobre a realização do 'Portugal Home Week', o secretário-geral da APIMA refere que ao longo da semana há oportunidade de dar visibilidade no mercado nacional e mostrar aquilo que as empresas são capazes de fazer. .E destaca que, na quarta-feira e na quinta-feira, decorrem as duas iniciativas mais visíveis do evento, o 'Home Summit' e o 'Home Show'..No 'Home Summit' vão participar oradores nacionais e internacionais para debater temáticas pertinentes e atuais sobre a fileira de casa, sendo que já contam com cerca de 500 inscrições. .O 'Home Show' será uma pequena mostra dos produtos na qual participam cerca de 50 empresas expositoras. Nos dois dias de exposição prevê-se que cerca de mil visitantes nacionais e internacionais passem pelo 'Home Show', sendo que entre 30% e 40% serão profissionais internacionais do setor..Gualter Morgado detalha que os visitantes estrangeiros são de 35 países, mas com maior concentração do mercado espanhol pela proximidade. .O responsável afirma que também estarão presentes visitantes de origens tão diversificadas como Austrália, África do Sul, Brasil, China, Indonésia, Singapura ou Estados Unidos..A presença de profissionais internacionais vai ajudar a alargar e diversificar a base de mercados para onde a fileira já exporta e o secretário-geral da APIMA salienta que atualmente há uma concentração grande das exportações para Espanha e França onde as empresas portuguesas assumem a liderança enquanto fornecedores preferenciais. .Mas o objetivo é alargar mais esta base no mercado europeu para destinos como a Alemanha, Polónia, Hungria ou Grécia, mercados que são de nicho e de valor acrescentado para as empresas..Apesar desta tendência de crescimento no setor, a APIMA alerta para alguns constrangimentos que poderão ser um travão neste cenário porque, nas palavras de Gualter Morgado, a fileira está a atingir o pleno emprego. ."Neste momento, o setor tem dificuldade em recrutar recursos humanos para engrossar as suas fileiras e continuar esta senda de crescimento", diz.