Sem coragem a política é medíocre

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Saber o que é correto e não o fazer é falta de coragem! Esperar pelo momento político perfeito para agir é esperar até ao fim da vida! O momento atual exige políticas e, sobretudo, políticos corajosos, sem amarras, que façam aquilo que toda a gente sabe que tem que ser feito.

O País precisa de reformas estruturais como de pão para a boca. Precisa de acordos de regime.
O regime está em crise profunda há muitos anos. Urge uma reforma abrangente do nosso sistema Político.

Na Justiça todos sabem o que deve ser feito. E essa missão cabe à Política, não à Justiça.

Nas contas públicas temos que começar a abater a dívida em valor absoluto e isso só se consegue com superavit.

Salários médios mais elevados não se conseguem por decreto. Têm que resultar de maior geração de riqueza, onde o papel das empresas é fundamental. Donde, mexer -se no IRC é imperativo. Talvez mais prioritário do que a redução do IRS.

A inflação só pode ser combatida com sacrifícios. Com redução de consumo. As pessoas têm que comprar menos. Não é a distribuir mais dinheiro pelo Povo que se resolve o problema, bem pelo contrário.

As próximas eleições europeias, mais do que decisivas à escala nacional, seja para quem governa, seja para quem lidera a oposição, são muitíssimo importantes à escala europeia, pois os partidos populistas de direita poderão alcançar um resultado que condicione a governabilidade da União Europeia tal como nós a conhecemos até hoje.

Por isso, o Chega tem que ser enfrentado sem tibiezas cá dentro. São imensas as incoerências, as fragilidades e as irresponsabilidades deste partido populista. Têm que ser combatidos no confronto político direto. Assobiar para o lado ou aproveitar-se deste fenómeno de forma indireta é hipocrisia e mediocridade.

Estes são apenas alguns exemplos onde tem faltado coragem. Sobretudo do lado do poder, mas também um pouco do lado do líder da oposição.

O País devia estar acima de tudo, mas os principais governantes nacionais da atualidade preocupam-se muito mais com a gestão partidária e/ou com o interesse pessoal.

Fácil é decidir, falar e agir em função da vontade momentânea do Povo. Difícil é ter a coragem para avançar com medidas estruturais, por vezes impopulares, mas decisivas para o nosso futuro coletivo.

Tem andado muito mal António Costa. Luís Montenegro também tem falhado. Essa é a razão do crescimento dos extremos.

A coerência, a verticalidade e a integridade também exigem coragem. E nesta matéria António Costa tem ficado muito aquém.

António Costa depois de nacionalizar a TAP injetou milhares de milhões de euros, retirando-os aos contribuintes, e agora prepara-se para a (re)privatizar. Todos sabemos que o encaixe financeiro desta operação para os cofres nacionais estará muito longe do montante que todos tivemos que pagar. E nem um pedido de desculpas aos Portugueses!

António Costa tem visto dois dos principais pilares do nosso desenvolvimento coletivo, a Saúde e a Educação, a desmoronar-se e nada tem feito de estrutural. Isso é negligenciar o interesse nacional. É falta de Coragem!

Por fim... é degradante ver o poder do sector da banca. Nas horas más para os bancos chamam os portugueses todos para cobrir os seus prejuízos resultantes de devaneios e erros de gestão. Mas nas horas más para os portugueses, fruto de altas taxas de inflação e de juros, não se coíbem de ganhar o máximo de dinheiro apresentando lucros astronómicos, mais uma vez à custa do sacrifício dos Portugueses. E António Costa nada fez e nada faz para o impedir. Falta-lhe coragem para enfrentar a Banca. É no mínimo Vergonhoso!

Portugal precisa de Políticos com Coragem!


Presidente da Câmara Municipal de Ovar

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