Seis caças destruídos no ataque, diz a Rússia
As Forças Armadas russas indicaram hoje que o lançamento de 59 mísseis norte-americanos sobre a base aérea síria de Shayrat destruiu seis caças sírios estacionados nas instalações e que a pista ficou intacta.
A mesma fonte acrescentou ainda que apenas 23 dos 59 mísseis lançados atingiram aquelas instalações militares sírias, situadas na província de Homs, no centro do país.
Televisões sírias e russas estão a divulgar imagens do que dizem ser a base aérea de al-Shayrat após o ataque:
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A agência oficial síria Sana avançou que o ataque matou nove pessoas, entre as quais quatro crianças. "A agressão norte-americana provocou a morte de nove civis, incluindo quatro crianças, fez sete feridos e provocou importantes estragos em habitações das aldeias de Al-Shayrat, Al-Hamrat e Al-Manzul", próximas da base atacada, escreveu a agência.
O governador da província síria de Homs tinha dito que o ataque dos Estados Unidos contra a base militar matou três soldados e dois civis.
Em declarações à agência noticiosa Associated Press (AP), Talal Barazi disse também que sete pessoas ficaram feridas.
Um incêndio deflagrou na base, que ficou a arder durante mais de uma hora.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH, oposição), com sede em Londres, disse que o ataque matou quatro soldados, incluindo um general.
Os Estados Unidos lançaram na quinta-feira um ataque com "59 mísseis" contra a base aérea de Shayrat, que está "associada ao programa" sírio de armas químicas e "diretamente ligada" aos "horríveis acontecimentos" de terça-feira, de acordo com um responsável da Casa Branca.
Pelo menos 86 pessoas morreram na terça-feira na localidade Khan Cheikhun, na província rebelde de Idleb, no noroeste da Síria.
As autoridades de Damasco reconheceram ter realizado o bombardeamento contra a localidade, mas negou categoricamente ter usado armas químicas.
Na versão do regime de Bashar al-Assad, o ataque atingiu um depósito de armas químicas da Frente Al-Nosra, contrabandeadas para a província de Idleb a partir da fronteira com o Iraque e a Turquia, e que foram escondidas em zonas residenciais de Khan Cheikhun.
A ONU confirmou que pelo menos 70 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH, oposição), com sede em Londres, elevou o número de mortos para 86 e a Defesa Civil Síria, também conhecidos como "Capacetes Brancos", fale em mais de 300 feridos.

