"As autoridades solicitaram que o corpo técnico do Fundo regresse a São Tomé no futuro próximo para discutir um novo programa suportado pelo FMI ao abrigo de uma Facilidade de Crédito Alargado", lê-se numa nota divulgada hoje, na sequência da visita dos técnicos do Fundo ao arquipélago, iniciada a 23 de janeiro.."A equipa da missão debateu com o novo Governo as respetivas prioridades e visão para o desenvolvimento económico, assim como o desempenho económico e os planos para 2019", afirmou a responsável da missão, Xiangming Li.."O crescimento aquém das expectativas que se verificou em 2018 foi particularmente afetado pelas dificuldades consideráveis registadas no setor da energia e o reduzido volume de entradas de fluxos externos", acrescenta o comunicado, que dá conta de que "o Governo está empenhado nas reformas económicas para melhorar o ambiente empresarial e reforçar as finanças públicas com vista a promover o crescimento económico e gerar o emprego"..São Tomé e Príncipe, segundo o Fundo, "planeia implementar reformas fiscais para alargar a base fiscal, partilhar a carga fiscal de forma equitativa, combater a evasão fiscal e gerar receitas para melhorar os serviços públicos (nomeadamente a saúde e a educação) e aumentar o investimento em infraestruturas". .Para assegurar a "estabilidade macroeconómica e evitar a asfixia do setor privado, o Governo procurará limitar o crescimento do setor público e evitar a acumulação de novos atrasados a fornecedores mediante a realização de projeções de receitas realistas e o reforço do controlo da despesa" e pretende também "acelerar as reformas na EMAE (empresa estatal de eletricidade e água), a fim de reduzir as faltas de energia e os grandes prejuízos da EMAE". .No comunicado, lê-se ainda que "o Governo reconhece a importância de equilibrar as grandes necessidades de investimento do país com a necessidade de reduzir a dívida pública limitando o crédito externo a empréstimos concessionais e a um ritmo sustentado"..O arquipélago de São Tomé terminou no final do ano passado um programa de financiamento no valor de 6,2 milhões de dólares, que durava desde 2015..A Facilidade de Crédito Alargado, 'Extended Credit Facility', no original em inglês, é um programa de financiamento que envolve um conjunto de medidas a médio e longo prazo para ajudar os países a enfrentarem problemas na balança de pagamentos, e é a modalidade que está em curso atualmente em Angola.