São João da Madeira recruta nas áreas do ambiente para ter guias no Parque do Rio Ul

O município de São João da Madeira lança hoje o concurso para recrutamento de licenciados que possam integrar em "part-time" a bolsa de guias do Parque do Rio Ul, para dinamização de visitas orientadas e atividades regulares.
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Em declarações à Lusa, a técnica da Divisão de Ambiente que coordena o processo explica que esse se destina a profissionais com formação não apenas em Biologia, Agronomia e Engenharia Ambiental ou Florestal, por exemplo, mas também em áreas complementares ao contexto real do parque idealizado pelo paisagista Sidónio Pardal, como é o caso de Arquitetura, História e Turismo.

"Há muitos licenciados destas áreas que só encontraram emprego em domínios de atividade bastante diferentes dos da sua formação e queremos dar-lhes a oportunidade de trabalharem naquilo em que se especializaram e de que realmente gostam", afirma Vera Neves.

Segundo a responsável, esta "vai ser uma ocupação em part-time" e já há "alguns interessados, inclusivamente alguns jovens que se licenciaram nestas áreas e que, estando hoje a trabalhar em 'shoppings', gostavam de participar no projeto e exercer a sua verdadeira formação".

As candidaturas estão abertas até 30 de abril, após o que a autarquia selecionará 15 elementos para um mês de formação teórica e prática, com testes no terreno.

A previsão é de que as primeiras visitas guiadas ao Parque do Rio Ul possam realizar-se em julho, sempre mediante marcação prévia e com conteúdos adequados à situação específica dos participantes, que tanto poderão ser alunos de jardins-de-infância e escolas superiores, como grupos de seniores, funcionários de empresas em atividades recreativas ou turistas de natureza.

"Mas o foco será sempre na biodiversidade do nosso parque, no seu património natural e cultural, e na oferta de atividades que aí se podem realizar", acrescenta Vera Neves, que assegura que esse espaço verde "tem um grande potencial, mesmo que ainda pouco conhecido".

Aliás, é precisamente a pensar nisso que a Câmara Municipal de São João da Madeira também apresenta hoje à comunidade um programa de atividades em que apela à participação pública na definição do calendário de iniciativas do parque.

"Queremos que a própria população nos proponha ações que ache ajustadas a esta paisagem e que se enquadrem nos nossos objetivos de valorização da natureza", explica a engenheira de Ambiente da autarquia.

Para a responsável, "com esse contributo será mais fácil envolver toda a gente na promoção da biodiversidade, na educação ambiental e na melhoria geral da experiência de fruição do parque".

O princípio adotado pela autarquia é que o Parque do Rio Ul constitui "um anfiteatro verde por explorar", sendo que para usufruto do seu pleno potencial estão disponíveis não apenas as áreas verdes exteriores, mas também a já recuperada Casa da Natureza e as futuras Casa da Eira, Casa do Moinho e Casa do Forno, que se preveem operacionais no final de 2018.

Requisitos que a câmara exige aos autores dessas propostas: "capacidade de realização da atividade, independência na sua criação e realização, e responsabilidade pela sua execução e controlo".

A duração das iniciativas também ficará ao critério do promotor, mas a autarquia informa já que irá privilegiar "atividades de maior continuidade".

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