O Exército ucraniano denunciou, este domingo, que a cidade costeira de Odessa foi atacada de madrugada com drones de fabrico iraniano, dois dias depois de um ataque russo com uma arma similar ter matado dois civis. "Odessa foi atacada novamente por drones suicidas do inimigo", denunciou o Comando Operacional Sul do Exército ucraniano.."O inimigo atingiu três vezes o prédio da administração no centro da cidade", acrescentou o comando numa mensagem no Facebook, acrescentando que um dos drones foi derrubado pela Força Aérea ucraniana sem deixar vítimas..Natalia Gumeniuk, porta-voz do Comando Operacional do Sul, disse à AFP que eram "drones iranianos"..O ataque ocorreu dois dias depois de dois civis terem sido mortos em Odessa, num ataque russo feito com um drone iraniano. Também na sexta-feira, quatro drones iranianos foram abatidos no sul do país, segundo as Forças Armadas ucranianas..Nesse contexto, o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia divulgou um comunicado informando a sua decisão de retirar a acreditação do embaixador iraniano no país e reduzir, significativamente, o número de funcionários diplomáticos da Embaixada iraniana em Kiev. "Os iranianos foram informados de que o fornecimento de armas à Rússia vai contra a posição de neutralidade, respeito pela soberania e integridade territorial da Ucrânia", acrescentou o mesmo ministério.."Fornecer armas para que a Rússia faça a guerra na Ucrânia é um ato hostil que representa um duro golpe nas relações entre Ucrânia e Irão", acrescentou..Já este sábado, Teerão disse lamentar a decisão do governo ucraniano. "Teerão lamenta a decisão do governo ucraniano, referente às relações diplomáticas com a República Islâmica do Irão", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Nasser Kanani, em comunicado. "Esta decisão baseia-se em informações infundadas transmitidas pela propaganda da imprensa estrangeira" contra o Irão, acrescentou..Kanani destacou "a política clara de neutralidade ativa de seu país no conflito entre Ucrânia e a Rússia, a sua oposição à guerra e a necessidade de uma solução política sem recorrer à violência". O Irão responderá de "forma apropriada à decisão do governo ucraniano", completou.