O patrão e director-geral da McLaren, Ron Dennis, considera injusta a sanção imposta pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e acredita que terá fundamento para recorrer. "Participei na audiência e nós não merecíamos esta sanção", disse Ron Dennis, que sublinhou "ter base para um recurso", mas prefere esperar pela argumentação da FIA. "O mais importante é que iremos correr este fim-de-semana, o resto desta época e a próxima", congratulou-se o britânico..Já Norbert Haug, responsável pelo departamento desportivo da Mercedes, a marca que fornece os motores à equipa McLaren, disse: "Continuaremos a lutar para que triunfe a justiça". "Este veredito é chocante para todos os membros da equipa e, como mostram as reacções da imprensa e dos adeptos da Fórmula 1, também para muitas outras pessoas", afirmou Haug em comunicado. O responsável da Mercedes adiantou ainda que vão continua a lutar "com todas as forças" para dar resposta adequada: tanto nos circuitos como nos tribunais, para "que triunfe a justiça"..A Ferrari, por seu lado, congratulou-se com a decisão tomada pela FIA, afirmando que está satisfeita "porque a verdade viu a luz do dia". Em comunicado, a equipa do cavalinho rampante afirma que "à luz de novas provas examinadas, ficou demonstrado que houve um comportamento de excepcional gravidade que prejudicou seriamente os interesses do desporto"..A McLaren, que nasceu em 1963 pela mão do então jovem piloto neozelandês Bruce McLaren, ao lado de seu amigo Teddy Mayer, sofre agora o maior golpe da sua história, num momento em que disputava o campeonato do mundo de construtores - liderava com 166 pontos, mais 23 pontos do que a Ferrari - e no mundial de pilotos lidera através da prestação do estreante Lewis Hamilton e do bicampeão Fernando Alonso.