Rolo compressor neozelandês arrasa Japão com 13 ensaios

All Blacks triunfaram pela 2.ª vez no Mundial por si organizado, esmagando uma frágil selecção nipónica por 83-7, hoje, em Hamilton, numa exibição concludente e que para os japoneses constituiu um sismo de grau... 13, tantos quantos os ensaios concedidos.
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Antes do encontro entre dois países martirizados por violentos tremores de terra em 2011, desceram ao relvado o 1.º ministro neozelandês e o presidente de federação japonesa para um minuto de silêncio pelas vítimas. Mas logo que este terminou, os neozelandeses, aditivados pelo sempre fantástico haka, não mostraram qualquer compaixão pelo adversário e com o centro Ma"a Nonu verdadeiramente endiabrado, cedo abriram profundas rachas na defesa do quinze de John Kirwan, que fez descansar muitos dos seus habituais titulares.

Logo aos 4" Conrad Smith - 40.º all black a atingir as 50 internacionalizações e que alinhava ao lado de Nonu pela 31.ª vez, estendendo o recorde neozelandês de um par de centros - abriu a enxurrada de ensaios num lance desenhado, em força, pelo "homem do jogo" Nonu, para o qual nunca os japoneses encontraram antídoto.

Com um râguebi de métodos simples e onde o apoio ao portador da bola era lei, a Nova Zelândia foi, paulatinamente, aumentando o score, com ensaios de Kahui, Kaino, Mealamu (o capitão aos 31" garantia desde logo o ponto de bónus pelo 4.º ensaio), Ellis e Slade, cuja exibição global e desempenho nos pontapés aos postes não fez esquecer Daniel Carter - bem pelo contrário! -, para 38-0 ao intervalo.

Na 2.ª parte continuou o tormento japonês perante all blacks insaciáveis e sem abrandarem o ritmo. E tudo ficaria pior com a entrada de Sonny Bill Williams, que pouco depois se estrearia a marcar pelo seu país. Kahui - que com quatro ensaios lidera a lista de marcadores do Mundial, a par do fijiano Goneva - Toeava, Hore, Nonu, Thomson e novo Sonny Bill, fizeram também o gosto à mão.

Mas o momento do jogo para o Japão surgiria aos 58" quando o ponta Hirotoki Onozawa conseguiu o ensaio de honra nipónico, aproveitando bola largada no contacto pelo abertura Colin Slade. Foi o seu 22.º após a última Taça do Mundo e nenhum jogador mundial se pode orgulhar de ter marcado mais ensaios que o rápido jogador do Suntory desde Outubro de 2007.

O próximo jogo da Nova Zelândia será o decisivo duelo com vista à liderança do grupo A, diante da França (sábado, dia 24), enquanto o Japão defronta Tonga (4.ª feira, dia 21).

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