Com apenas algumas horas, o organizador adiantou à agência Lusa "estar tudo a correr estranhamente bem", numa lista que inclui desde horários à "reação tão fantástica" dos participantes perante o "novo conceito" desta cimeira..Até sexta-feira vão ser revelados estudos de mercado e de tendências, em primeira mão, segundo o organizador do Wine Summit, que notou a importância dessas informações para quem toma decisões..Cumprindo o desafio de falar do futuro esteve um representante da Corticeira Amorim, que já conta com uma rolha de cortiça que não necessita de saca-rolhas e faz uma análise individual a cada rolha topo de gama, num processo equivalente à análise de "uma gota de água em 800 piscinas olímpicas"..Carlos Jesus, diretor de comunicação da empresa, recordou que sete em cada 10 garrafas de vinho são vedadas com cortiça, uma tendência que se deverá pelo menos manter, ao notar que a sua empresa registou, por seis anos consecutivos, recordes de vendas..Atualmente há 12 mil milhões de vezes rolhas se soltam de garrafas, por ano, revelou ainda o responsável, que acredita que o futuro do setor passa por "alavancar tecnologia, investigação, desenvolvimento e inovação". .Aos participantes, que ultrapassam as 100 empresas de 14 países, o organizador Paulo Salvador garante que "vão saber mais coisas sobre vinho que muitas pessoas que estão no mundo do vinho não sabem".."Divulgamos informação estratégica, conhecimento sobre o que vai acontecer no futuro e isso é valioso em termos monetários e é valioso em termos de saber", resumiu à Lusa, notando a concentração no Estoril das pessoas "com mais acesso ao saber do futuro do vinho que há no planeta"..Pedro Marques, proprietário de um winebar no Bairro Alto(Lisboa) marca presença exatamente para "aprender um pouco mais sobre os vinhos" e pela muita curiosidade sobre vinhos naturais e enoturismo.."Não é todos os dias que temos a oportunidade de ter o Jamie Goode (colunista de vinhos nos jornais The Guardian e Sunday Express) ou mesmo o Paul Symington (CEO do grupo Symington, do Douro), que não é fácil apanha-lo para o ouvir. É uma oportunidade única", comentou.."Vale a pena vir aqui para enriquecer um pouco mais e depois também para transmitir [conhecimento]", acrescentou ainda o empresário..Já ligada à área da enologia/vinicultura, Mariana Salvador lamenta que só possa participar hoje na primeira edição do evento para poder ouvir "opiniões de grandes vozes a nível internacional e criar 'open mind' (mente aberta) em Portugal".."Mas não é só ouvir, é ouvir e debater ideias com eles", sublinhou..Mais novidades sobre o Wine Summit devem ser conhecidas no final do evento, mas por agora sabe se que o tal "mosto a fermentar" continuará em 2018, segundo a organização.