Rei Nadal encomenda a décima coroa. Wawrinka também a quer

Espanhol arrasou Thiem e marcou presença em mais uma final de Roland Garros, onde vai encontrar o suíço, que eliminou Murray. Se vencer, "Stan the Man" subirá a n.º 2 do ranking.
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Impressionante! Rafael Nadal vai tentar conquistar o 10.º torneio de Roland Garros da sua carreira, domingo, na final frente a Stan Wawrinka, numa partida onde estará em jogo o segundo lugar do ranking. Se ganhar, o suíço chega à vice-liderança da hierarquia, relegando o espanhol para 3.º e Novak Djokovic para o 4.º posto, numa lista ainda liderada por Andy Murray.

O espanhol tornou-se no terceiro tenista masculino da história a chegar a dez finais no mesmo Grand Slam, igualando o feito de Roger Federer, que também já tem dez finais em Wimbledon. Também Bill Tilden participou em dez finais do US Open, um feito conseguido três anos depois de ter ganho em Paris o 14.º e últimoGrand Slam. O maiorquino jogará amanhã a 22.ª final Major, ultrapassando Novak Djokovic (21) e ficando só atrás de Roger Federer (29).

"Estou muito, muito, muito contente. Estar em mais uma final do torneio mais importante da minha carreira significa muito para mim", confessou Nadal, antes de brincar com o número de troféus ganhos em Paris: "O nove é o meu número preferido, mas claro que prefiro ter dez Roland Garros que nove [risos]. Dez finais em Paris... é incrível!"

O tenista espanhol vai tentar manter o registo perfeito, depois de nove troféus em nove finais. Mas terá pela frente um jogador que também nunca perdeu uma final de um Grand Slam (Open da Austrália em 2014, frente a Nadal, Roland Garros em 2015 e US Open em 2016). "O jogo com Wawrinka é um dos duelos mais complicados. Está confiante depois do triunfo sobre Murray", avisou o antigo número 1.

Já para Wawrinka, "defrontar o Nadal na final de Roland Garros é o maior desafio que se pode ter no ténis". Caso vença, o suíço sobe à segunda posição da hierarquia mundial, o que será um máximo na sua carreira. E já sabe a estratégia a usar: "Quando ele está no outro lado do court há que mudar totalmente a estratégia, movimentar-me muito bem para ser agressivo e saber que irei depender muito das minhas sensações."

Aos 31 anos, o espanhol superou na sexta-feira, de forma arrasadora, Dominic Thiem (6-3, 6-4 e 6-0). O austríaco tinha sido o único a derrotar Nadal em terra batida este ano (quartos-de-final de Roma), mas, em Paris não aguentou o forte jogo de Rafa, que não perdeu um único set no torneio onde lhe chamam "Rei da terra batida".

Num encontro em que o austríaco até entrou melhor, quebrando o serviço de Rafa Nadal, o espanhol rapidamente reagiu com um um contra break . A partir daí embalou para a conquista do primeiro parcial (6-3). Depois o encontro entrou numa fase mais equilibrada e de maior qualidade, mas o serviço do antigo líder mundial fez a diferença (6-4). No terceiro parcial, um pneu (6-0) colocou um ponto final na ambição do austríaco.

Wawrinka bateu Andy Murray

"Stan the Man", o campeão de Roland Garros em 2015, eliminou o líder do ranking mundial, Andy Murray após uma maratona de quatro horas e 34 minutos, pelos parciais de 6-7(6), 6-3, 5-7, 7-6(3) e 6-1, levando à loucura as 15 mil pessoas que lotaram o Court Philippe Chatrier. Com 32 anos e 75 dias, o suíço torna-se no tenista mais velho a marcar presença na final de Roland Garros, desde o croata Nikola Pilic (33), em 1973, que acabou derrotado por Ilie Nastase.

Wawrinka chegou a estar a vencer por 5-3 no primeiro set, mas errou muito e viu o britânico forçar o tie-break e fechar o parcial 6-7(6). O suíço recuperou no segundo parcial parcial (6-3), mas quando parecia embalado, Wawrinka oscilou e permitiu a Murray passar de um 3-0 para um 5-7.

Sem confiança, o número 4 do ranking ATP recuperou a intensidade e levou a decisão para o tie-break 7-6(3). Mas só no quinto e último parcial Wawrinka tomou as rédeas da partida e quase fazia um pneu ao líder mundial, mas acabou por fechar em 6-1 e marcar presença na final do torneio que já venceu uma vez (2015).

Sábado realiza-se a final feminina entre a letã Jelena Ostapenko, 47.ª da hierarquia mundial, e a romena Simona Halep, que se vencer hoje em Roland Garros subirá ao primeiro lugar do ranking WTA.

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