Recurso a tribunal resolveu impasse dos trabalhadores do lixo da Terra Quente

Cerca de 30 antigos trabalhadores da recolha de lixo na Terra Quente Transmontana conseguiram receber indemnizações e ver assegurados os direitos laborais depois de quase três meses de impasse e recurso ao tribunal, informou hoje um dos visados.
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Armando Lopes confirmou hoje à Lusa que "já está tudo resolvido" e os trabalhadores "já receberam tudo: carta de despedimento e para o desemprego e as indemnizações", tendo a situação ficado sanada na segunda-feira.

"O que é lamentável é que deixaram andar tanto tempo", afirmou, referindo-se aos meses que tiveram de esperar pela solução do impasse que se arrasta desde que, no final de dezembro a empresa para a qual trabalhavam, a FCC Environment, deixou de fazer a recolha do lixo na Terra Quente e o serviço foi concessionado, por concurso público, a outra empresa, a Ferrovial.

A FCC trabalhava há cerca de 20 anos nesta zona do distrito de Bragança, que abrange os concelhos de Mirandela, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé.

Os cerca de 30 trabalhadores fizeram greve na última semana do ano de 2017 porque chegaram ao fim do contrato sem carta de despedimento da entidade empregadora que argumentava que a nova empresa devia ficar com eles, enquanto a sucessora rejeitava essa obrigação.

No início de 2018, Ferrovial começou a fazer a recolha do lixo e os trabalhadores da FCC continuaram a apresentar-se nos postos de trabalho até que, com apoio sindical, decidiram levar o caso a tribunal.

O recurso à via judicial bastou, segundo os trabalhadores, para a antiga empregadora "regularizar toda a situação", através de acordo.

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