"É um crescimento grande" justificado com a disponibilidade de produto para venda, segundo o responsável, notando terem sido comercializadas as moradias da Quinta do Paço do Lumiar, em Lisboa, e o Edifício do Parque, em Matosinhos, que representou 14 milhões de euros para a faturação anual..O restante valor foi alcançado com o projeto do arquiteto Souto Moura em Lisboa, cuja construção se iniciou em maio e que deve terminar no final de 2019 e "outros projetos residuais"..Das 17 moradias da Quinta do Paço do Lumiar, 10 foram vendidas a portugueses, precisou o responsável, sobre o empreendimento que envolveu um investimento de cerca de 16 milhões de euros..Em Matosinhos, houve "mais de 12 nacionalidades" diferentes a comprar, com destaque para cidadãos brasileiros..Para Matosinhos está planeado o Novo Parque, atualmente em projeto de arquitetura e que terá início em 2019. No próximo ano também irá arrancar o condomínio fechado de S. José de Ribamar, em Oeiras, com a construção de um condomínio fechado com cerca de 30 apartamentos, num investimento de 50 milhões de euros.. "Relativamente ao de [mosteiro] São Simão da Junqueira, em Vila do Conde, ainda não temos o pedido de informação prévia (PIP) aprovado pela Câmara de Vila do Conde. Para já, só foi aprovado o projeto de loteamento", explicou José António Teixeira sobre o empreendimento de turismo e lazer planeado..O ano de 2019 também poderá marcar o arranque da obra planeada para Tibães, com a decisão a ser tomada "conforme a evolução do mercado de Braga".."2019 será um ano muito ativo em termos de construção, em termos de vendas não deve ser tão bom como de 2018, porque temos muito produto construído, enquanto no próximo ano a construção vai estar a iniciar-se", resumiu..Sem planos de internacionalização, a RAR Imobiliária está dedicada ao "mercado interno, que está com uma conjuntura favorável, num negócio que está a ficar consolidado neste setor de atividade", segundo o dirigente, que referiu ainda que a empresa continuará na "estratégia de construir para vender o produto final"..Questionado sobre a eventual formação de uma 'bolha imobiliária', José António Teixeira descartou a possibilidade porque "não há excesso de 'stock' no mercado" e porque atualmente as instituições financeiras "estão muito mais cautelosas na análise do crédito à habitação, que tem estado a aumentar".."O que se verificou foi que, desde há três anos para cá, começa a aparecer uma procura muito maior do que a oferta e levou a que o preço aumentasse. Não me parece que haja minimamente qualquer possibilidade de bolha imobiliária no mercado neste momento", considerou..Preços mais elevados também são reflexo dos crescimentos dos custos de construção, mas "começando agora a haver uma oferta crescente nos vários segmentos de mercado, seja no alto, seja no médio, tendencialmente os preços estabilizarão" e as famílias portuguesas poderão comprar casa, concluiu.