Portugal. Responsável em observações para o jogo particular com a Finlândia (11 de Fevereiro) .Seleccionador diz que seria absurdo não pensar em convocar Liedson.Depois de ir a França ver o lateral-esquerdo Marco Ramos (Lens), Carlos Queiroz foi a Trofa ver Tiago Pinto, para avaliar se tem condições para ser seleccionado já para o Portugal--Finlândia, que se joga a 11 de Fevereiro, no Algarve. A observação aconteceu ontem no Trofense-Paços de Ferreira e na companhia de João Pinto, o pai do lateral da equipa da Trofa. Depois seguiu para a "pedreira" onde assistiu ao Sp. Braga-FC Porto.. No final do jogo, o seleccionador não confirmou se tinha ido ver algum atleta em particular e voltou a falar da naturalização de Liedson, e deixou um recado ao avançado do Sporting. "É preciso que os jogadores naturalizados se manifestem disponíveis para representar o futebol português, e, depois, aferir a viabilização dessa decisão ao nível da Federação", afirmou Carlos Queiroz, acrescentando: "Temos de analisar bem se esses jogadores vêm causar algum impacto na equipa nacional, em termos de mais-valias.".O seleccionador reconheceu, no entanto, que o avançado do Sporting tem sido "um ponta-de-lança importante no futebol português, um jogador especial em termos de eficácia de golos", embora, frisando, que "nem o seleccionador nem a selecção deve ir atrás das pessoas para lhes pedir para jogarem pelo País"..Sobre a possível candidatura de Portugal e Espanha para a organização do Mundial de 2018, Queiroz revelou uma opinião favorável. "Será bom não só no aspecto social e promocional do País mas sobretudo um contributo importante para o futebol português", analisou o técnico. Completando: "Não se deve perder a oportunidade de fazer desta candidatura o lançamento do futebol nacional para o novo século.".Confrontando com as recentes polémicas da arbitragem, na I Liga, o seleccionador não se quis alongar, mas desabafou que tal vem provar "que o futebol português é de aço". "Apesar de tantas críticas continuamos a ter pessoas dedicadas a este desporto, que resistem a tudo isto. Nenhuma outra actividade social ou cultural sofre tanta maledicência e consegue continuar", analisou..Sobre a sua presença assídua nos jogos do campeonato nacional, Carlos Queiroz lembrou que "não gosta de passar demasiado tempo no escritório", considerando que é "obrigação" do seleccionador "marcar presença em todos os locais onde haja uma bola de futebol e jogadores portugueses a competirem"..O treinador revelou, ainda, que estão a ser tomadas medidas para melhorar a abrangência e formação nas camadas jovens da selecção..Inspiração Ronaldo.Numa análise ao prémio de melhor jogador do mundo, atribuído recentemente pela FIFA a Cristiano Ronaldo, Carlos Queiroz considerou que o galardão pode funcionar como um "estímulo para os outros atletas nacionais", mas alertou que não deve dar azo a outras interpretações relativas à prestação da equipa das quinas. "Foi um importante prémio para ele, mas não se pode confundir ter o melhor jogador do mundo, com ter a melhor equipa ou futebol do planeta", disse o seleccionador, falando em Cristiano Ronaldo como um "exemplo e motivo de inspiração para se fazer mais, e melhor, no futebol português".