O termo best-seller provoca arrepios a muita gente, mas se formos ver o seu significado é-nos dito que se trata de um livro que se torna rapidamente muito popular junto dos leitores e que, por essa razão, trepa pelas tabelas de vendas até ao primeiro lugar num instante. Por norma é um sucesso no país do escritor, mas se salta as fronteiras é por conter algo que interessa a outras culturas ou o argumento coincide com um assunto muito atual. Porque é que alguns se arrepiam com o termo best--seller? Designadamente por nem sempre serem livros de grande profundidade. No entanto, se o título for O Nome da Rosa, do insuspeito professor universitário Umberto Eco, o rótulo de best-seller pouco incomoda. Diz também o dicionário que o best--seller é definido apenas pelo volume de vendas, o sucesso generalizado e traduções. O melhor caso português deste terceiro milénio é o romance Equador, de Miguel Sousa Tavares, o livro de um autor português que mais vendeu: 400 mil exemplares. Nem José Saramago o conseguiu num único título. O thriller de Paula Hawkins, A Rapariga no Comboio, está à venda apenas desde sábado e já subiu aos tops a grande velocidade. Na próxima semana decerto estará a liderar todos. Qual é o segredo para um livro que saiu mundialmente apenas a 15 de janeiro estar a ser traduzido para 35 línguas e ter em Portugal passado de uma edição inicial de oito mil para 15 mil? Principalmente, sendo assinado por uma desconhecida, que até ao ano passado usava o pseudónimo Amy Silver na capa de livros falhados. A resposta está no próprio livro, cujo stock na Feira do Livro de Lisboa é reposto todos os dias. A editora, Topseller, agradece ter comprado os direitos deste e do próximo título enquanto Paula Hawkins era apenas uma promessa.