PSP identificou suspeitos de esfaqueamento de estudante

Há receio na Escola Técnica de Emídio Navarro. Um aluno brasileiro de 17 anos foi esfaqueado numa briga entre jovens. Os agressores, menores e portugueses, já estão identificados mas até agora a polícia ainda não conseguiu detê-los <br />
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A PSP já sabe quem é o jovem que esfaqueou um aluno da Escola Técnica de Emídio Navarro (Almada), à porta daquele estabelecimento de ensino, na segunda-feira, mas até ontem à tarde ainda não o tinha conseguido deter, segundo apurou o DN, embora exista um segundo agressor também já identificado pelas autoridades. São ambos portugueses e menores de idade, residentes no concelho, mas até à hora de fecho desta edição continuavam a monte.

A vítima, Edilson Júnior, de 17 anos, está em casa, mas ontem era visível um clima de medo entre os colegas. A directora da escola sublinha ser "muito mau que venham aqui para bater nos nossos alunos".

Junto ao portão do estabelecimento, no mesmo local dos confrontos, era em passo acelerado que os alunos iam contando o que tinham visto pelas 16.00 de segunda-feira, não escondendo a consternação pelo recurso a uma faca de cozinha, com a qual foi desferido o golpe a Edilson Júnior.

Este jovem brasileiro limitava- -se a separar uma briga que opunha um seu amigo, de 15 anos, também brasileiro e frequentador da mesma escola, e um menor de nacionalidade portuguesa que não é aluno da Emídio Navarro.

"Eles andavam pegados há algum tempo - alegadamente devido a troca de e-mails provocadores - e o outro apareceu aí com mais cinco ou seis amigos, de 15 e 16 anos. Não queriam que ninguém se metesse para poderem tirar as teimas", relatou ao DN um dos colegas de Edilson Júnior, revelando que o jovem brasileiro se limitou a avançar para tentar travar a briga, sendo violentamente agredido, antes de ser atingido por um murro na zona renal por um dos jovens do grupo que não pertence à escola.

O agressor tinha a faca de cozinha fechada entre os dedos, com uma lâmina de dez centímetros, não tendo provocado um golpe profundo na vítima, que nunca chegou a estar em perigo de vida.

"Nem o Júnior percebeu que tinha sido atingido. Só depois é que foi olhar para a barriga e viu que tinha um corte. Os outros desataram a fugir", descrevem os colegas, admitindo que sabem quem são os agressores, sendo que, nesta altura, preferem remeter-se ao silêncio receando eventuais represálias.

"Quem é capaz de dar uma facada numa pessoa, é capaz de fazer qualquer coisa", comentou um dos jovens, revelando que a maioria dos colegas prefere agora andar sempre em grupo pela cidade para evitar ser surpreendido por agressores.

A vítima viria a ser assistida no local pelo INEM, antes de seguir para o Hospital Garcia de Orta, onde recebeu tratamento, tendo alta pouco tempo depois.

"O miúdo apanhou uma tareia e no limite ficou esfaqueado, mas conseguiu ir pelo seu próprio pé ao hospital acompanhado por um funcionário nosso, como medida de precaução", relatou a directora da Escola Luísa Beato, lamentando esta "situação isolada, em que um grupo vem à escola para fazer um ajuste de contas".

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