PSD recusa comprometer-se com apoio ao Governo

O Governo está a reunir com os partidos parlamentares por causa da venda do Novo Banco e o PSD já fez saber que não se compromete a apoiar a solução que vier a ser adotada.
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Fonte do grupo parlamentar social-democrata disse aos jornalistas que o Governo, aliás, não pediu ao PSD "qualquer apoio". E remeteu o apoio parlamentar a uma decisão que o Executivo venha a tomar para a maioria de esquerda que o apoia.

"O Governo dispõe de maioria parlamentar para suportar as suas decisões mais importantes", disse a mesma fonte.

Foi esta, na íntegra, a declaração da fonte do grupo parlamentar do PSD: "Sim, o governo solicitou ao PSD um encontro com o propósito de fornecer informação sobre o processo de venda do Novo Banco. Caberá naturalmente ao Governo esclarecer em concreto sobre a informação que deseja comunicar publicamente. O PSD esclarece apenas que não foi solicitado pelo Governo ao PSD qualquer apoio para a decisão que pretende tomar, e que o Governo, como é por demais sabido, dispõe de maioria parlamentar para suportar as suas escolhas políticas mais importantes."

Entretanto, o PCP já fez saber que, no caso de o Executivo tomar uma decisão à margem do Parlamento, o partido chamará o processo ao Parlamento (o chamado processo de "apreciação parlamentar").

"O CDS confirma a participação numa reunião solicitada pelo Governo, sobre o Novo Banco, com caráter meramente informativo. No mais, quanto ao tema concreto tratado, o Governo dispõe de uma maioria parlamentar de apoio, da qual o CDS não faz parte", informou à Lusa fonte da direção centrista.

Bloco de Esquerda reiterou que a venda do Novo Banco é "demasiado importante para que não passe pelo parlamento", não excluindo por isso a possibilidade de a levar à votação no plenário.

Fonte bloquista confirmou à agência Lusa a reunião com o Governo, preferindo não revelar a composição das delegações, e reiterou que a questão da venda do Novo Banco é "suficientemente importante" para ser debatida e votada no parlamento.

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O primeiro-ministro, António Costa, revelou hoje que o Governo tem a expectativa de concluir a venda do Novo Banco até ao final desta semana.

No Funchal, na ilha da Madeira, questionado pela agência Lusa se a situação do Novo Banco estaria resolvida até ao final da semana, António Costa respondeu apenas: "Sim, é essa a expectativa que temos".

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, disse que o partido aguarda para saber em concreto o que está a ser preparado pelo Governo para a venda do Novo Banco, reiterando ser favorável à alienação total da instituição.

Pelo contrário, na segunda-feira, a coordenadora do BE, Catarina Martins, insistiu que é um "erro" vender o Novo Banco a privados, salientando que o Governo não terá o apoio do partido neste processo.

No mesmo dia, o PCP disse que não tinha nenhuma reunião com o Governo sobre o Novo Banco e reafirmou que a instituição deve ser integrada no setor público bancário.

A comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, admitiu, também na segunda-feira, a possibilidade de o Estado português manter 25% do capital do Novo Banco, mas apontou que então deverá assumir outros compromissos, escusando-se a especificar quais.

Com Lusa

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