Numa pergunta que deu hoje entrada na Assembleia da República, o deputado do PSD Pedro Roque refere-se a uma notícia do jornal `online´ Observador que dá conta da substituição do comandante do Regimento de Comandos, que estava em funções há apenas um ano depois de ter sido chamado a substituir o coronel Dores Meira, na sequência da investigação que se seguiu à morte de dois recrutas. ."Quais as razões efetivas que justificam a decisão do chefe do Estado-Maior do Exército em afastar" o coronel Pipa de Amorim, questionou Pedro Roque, que perguntou também se o ministro da Defesa tinha conhecimento da decisão..O deputado perguntou ainda se o afastamento poderá configurar, na base, "um princípio de delito de opinião", se se confirmar que foi substituído por ter feito um discurso público que desagradou ao CEME, como sugere o jornal `online´ "Observador"..Pedro Roque refere que, segundo as notícias publicadas, a decisão já estaria tomada há algum tempo e adviria do teor do discurso" que o coronel "proferiu aquando do regresso da 2.ª Força Nacional Destacada da República Centro Africana". .De acordo com o Observador, "o coronel lembrou precisamente a investigação às mortes de Hugo Abreu e Dylan Araújo para lançar críticas à classe política, à classe jornalística e até à instituição militar". .Se as razões "radicarem na referida passagem do discurso do coronel Pipa de Amorim, entende o Ministério da Defesa que, muito embora havendo um dever de contenção verba, o caso poderá configurar um princípio de delito de opinião?", questionou Pedro Roque..Segundo o Observador, Pipa de Amorim foi substituído pelo tenente-coronel Eduardo Pombo.