PS acusa Carlos Moedas de procurar sacudir "água do capote" sobre cidadãos imigrantes

Eurico Brilhante Dias considera que o autarca de Lisboa já tinha sacudido a água do capote quando ocorreram as cheias ou quando se discutiu o altar para as Jornadas Mundiais da Juventude.
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O líder parlamentar socialista acusou esta quinta-feira o presidente da Câmara de Lisboa de "sacudir água do capote" sempre que se confronta com casos complicados, evitando agora assumir responsabilidades na habitação após a tragédia com imigrantes na Mouraria.

Em entrevista ao jornal Público e à Rádio Renascença, o antigo secretário de Estado social-democrata e ex-comissário europeu Carlos Moedas defendeu a imposição de contingentes para os imigrantes que querem instalar-se em Portugal, como forma de prevenir as degradantes condições em que muitos vivem, caso dos moradores do prédio da Mouraria que ardeu no fim de semana.

O presidente da Câmara de Lisboa desafiou também o Governo a recuperar contingentes de imigrantes e criticou a criação do visto que permite a entrada de estrangeiros no país durante seis meses para procurarem trabalho.

Perante estas posições criticas em relação ao Governo, o líder da bancada do PS, Eurico Brilhante Dias, considerou que o presidente da Câmara de Lisboa "está sempre a sacudir água do capote".

"Já tinha acontecido o mesmo quando ocorreram as cheias, ou quando se discute o altar [para as Jornadas Mundiais da Juventude]. As responsabilidades no quadro da habitação em Lisboa são do presidente da Câmara. O presidente da Câmara de Lisboa tem de concentrar-se nas suas funções, nas suas atribuições", reagiu.

De acordo com o líder parlamentar do PS, Carlos Moedas revelou também "um profundo desconhecimento sobre o processo de emissão de vistos, em particular no que se refere a autorizações de residência".

"Fala de contingentes quando os contingentes estiveram suspensos durante muitos anos, designadamente por decisão do Governo de que fez parte e porque a taxa de desemprego atingiu praticamente 18%", declarou, numa alusão aos governos PSD/CDS-PP liderados por Pedro Passos Coelho.

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