Proteção civil angolana preocupada com mortes por afogamento nas praias de Luanda

O Serviço de Proteção Civil e Bombeiros de Angola está preocupado com o aumento de mortes por afogamento em praias da província de Luanda, com mais de 40 óbitos só este ano.
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Os dados foram avançados pelo comandante do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, comissário bombeiro Bênção Cavila, no âmbito do segundo conselho consultivo extraordinário daquele órgão afeto ao Ministério do Interior de Angola.

O responsável apontou a praia da Rua 11, na zona do Futungo de Belas, como uma das áreas com maior número e afogamentos nas últimas semanas.

Segundo Bênção Cavila, as placas que indicam proibição de banho são retiradas pelas pessoas, que não acatam os conselhos passados pelos bombeiros.

"Não obstante serem aconselhadas a não tomarem banho aí, as pessoas arriscam, muitas até em período noturno, quando achamos que já lá não está ninguém fazem isso, então reforçamos a nossa presença nessas praias, a partir de Cacuaco até ao pôr-do-sol e passamos um bocado mais até ao quilómetro 30", disse em declarações à rádio pública angolana.

O conselho consultivo, que arrancou hoje em Luanda, está a analisar a situação operativa do país, bem como a prevenção de calamidades.

Bênção Cavila referiu que relativamente ao período chuvoso a atuação tem sido no sentido da prevenção, tendo em conta a quantidade acima do normal de chuvas que o país está a receber.

"O nosso trabalho tem sido preventivo, temos trabalhado com as administrações municipais naquelas zonas que consideramos de risco, porque já tivemos problemas de inundações", indicou.

Diário de Notícias
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