Em comunicado enviado à agência Lusa, o Ministério do Ambiente explica que terminados que estão os trabalhos de recolha, transporte e encaminhamento das cerca de 2.500 toneladas de lamas removidas do rio Tejo, junto às Portas de Ródão, pretende-se agora realizar a fase de reposição das condições de referência do terreno da zona intervencionada e a sua recuperação ambiental.."O objetivo da requalificação paisagística e ambiental é garantir um coberto vegetal que melhor e mais adequadamente se enquadre na paisagem do Monumento das Portas de Ródão e que reúna as condições para um desejável desenvolvimento da fauna e flora, situação que não se verificava antes desta intervenção", lê-se na nota..Adianta ainda que o projeto, que já tem o parecer favorável do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), prevê a remoção da vegetação infestante e a plantação de árvores autóctones, como amieiros, freixos e azinheiras, bem como a plantação de arbustos e subarbustos autóctones, pilriteiros, lentiscos bastardos e aroeiras.."No total, propõe-se que sejam plantadas 165 árvores e 150 arbustos na área intervencionada, de onde, inicialmente, foram eliminadas sete árvores e replantadas 14 aquando da fase preparatória dos trabalhos de limpeza do fundo do rio Tejo", refere..O Ministério do Ambiente e de Transição Energética sublinha ainda que remeteu no dia 18 o projeto de requalificação paisagística e ambiental à proprietária do terreno e que está ainda a aguardar uma resposta..Os trabalhos de remoção de lamas começaram em junho e foram concluídos no início de agosto, tendo sido retirados mais de 15 mil metros cúbicos de matéria orgânica..O Governo tomou posse administrativa do terreno, no âmbito do processo de limpeza de lamas no Tejo, facto que desagradou à proprietária, que chegou a acusar o Ministério do Ambiente de nunca ter tido a intenção de negociar..A Zero - Associação Sistema Terrestre Sustentável interpôs uma providência cautelar para travar a deposição dos resíduos no terreno privado inserido na Área Protegida do Monumento Natural das Portas de Ródão, mas o Tribunal indeferiu a intenção.