Professores e estudantes brasileiros organizam protestos contra cortes na educação

São Paulo, 14 mai 2019 (Lusa) - Professores, estudantes e movimentos sociais brasileiros vão protestar na quarta-feira em todos os estados do Brasil contra os cortes anunciados na área da educação pelo Governo liderado pelo Presidente Jair Bolsonaro.
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Os protestos foram convocados pela União Nacional dos Estudantes e sindicatos de professores em resposta aos cortes anunciados pelo Ministério da Educação, que contemplam a supressão de verbas até 30% no orçamento das universidades e institutos federais de ensino básico.

Foram convocadas iniciativas para todas as capitais regionais dos 27 Estados brasileiros e pelo menos 50 sindicatos do setor anunciaram que vão aderir à paralisação.

Em São Paulo, a maior cidade do Brasil, estima-se que cerca de 30 mil pessoas marquem presença no protesto previsto na zona do Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista.

Além disso, dezenas de escolas particulares da capital paulista aderiram à iniciativa e, de acordo com o sindicato dos professores da rede privada, pelo menos 25 estabelecimentos vão paralisar as suas atividades de forma parcial ou total na quarta-feira.

No Rio de Janeiro, os manifestantes vão reunir-se próximo da da Igreja da Candelária, no centro da cidade.

Além dos cortes orçamentais, professores e estudantes vão manifestar-se contra ideias conservadoras defendidas pelo Presidente Bolsonaro, que assumiu o cargo em 01 de janeiro e, desde então, embarcou numa cruzada contra o que ele classificou de "marxismo cultural" na área da educação.

Uma destas ideias é o projeto "Escola Sem Partido", que defende a vigilância dos professores e a censura de discussões sobre temas como género e sexualidade nas escolas, que tem a simpatia de Bolsonaro e seus apoiantes.

"A greve nacional de educação é uma resposta a todos os ataques que a educação pública, professores, estudantes e técnicos sofreram com uma perseguição ideológica e política", refere uma nota divulgada pela Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior.

Aos protestos também aderiram as centrais sindicais de outros setores, como a Central Única dos Trabalhadores que participa para "medir" a eventual adesão a uma greve geral marcada para 14 junho contra as mudanças no sistema de pagamentos de pensões planeadas pelo Governo.

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