Juíza adia decisão sobre mandado de detenção europeu contra Puigdemont
A juíza da Audiência Nacional Carmen Lamela não vai tomar hoje uma decisão sobre a emissão de um mandado de detenção europeu contra o ex-presidente da Generalitat, Carles Puigdemont, e quatro antigos membros do seu governo, como pediu a procuradoria-geral espanhola. A informação é avançada pelo La Vanguardia e pela Reuters, citando fontes ligadas ao processo.
Os cinco foram vistos a última vez em Bruxelas, faltando à convocatória para estarem presentes hoje de manhã na Audiência Nacional, em Madrid.
"O suspeito Carles Puigdemont manifestou publicamente a sua intenção de não comparecer e solicitou, como também o fizeram Antoni Comín [pasta da Saúde] e Meritxell Serret [Agricultura e Pescas], declarar por videoconferência, sem oferecer pormenores sobre o seu paradeiro. Pelo exposto, solicita-se que o tribunal ordene a sua captura e detenção de âmbito nacional e internacional", lê-se na petição do procurador.
Puigdemont foi fotografado hoje, à hora em que os ex-membros do governo começavam a declarar diante da juíza Carmen Lamela, num café em Bruxelas, perto do Parlamento Europeu.
Procuradoria belga diz que assim que receber o mandado de detenção europeu irá proceder à aplicação da lei.
O advogado belga de Puigdemont, Paul Bekaert, tinha pedido à justiça espanhola para o seu cliente responder às perguntas através de videoconferência, a partir de Bruxelas. A procuradoria mostra-se contra esta possibilidade.
Os ex-membros do governo que foram ouvidos pela juíza aguardam a sua decisão para saber se vão aguardar em prisão preventiva a continuação do processo. Só Santi Vila (Empresas), que se demitiu 24 horas antes da declaração unilateral de independência, poderá sair em liberdade após o pagamento de uma fiança de 50 mil euros.
Todos são acusados de rebelião, sedição e peculato na organização do referendo de 1 de outubro (ilegalizado pelo Tribunal Constitucional) e consequentes declaração de independência.
(Atualizada às 19.15)

