Problemas financeiros motivaram triplo homicida
A procuradora do Ministério Público de Beja que ouviu Francisco Esperança, de 59 anos, o homem que assassinou a filha a neta e a mulher com uma catana, disse ontem em entrevista à RTP, que este lhe pareceu, na altura, uma pessoa "calma" e que "para ele tudo fazia sentido".
Francisco Esperança disse à magistrada, Maria José Martinho, que os crimes foram cometidos por motivos de dificuldades financeiras que a família atravessava. A neta, segundo o homicida, terá sido também assassinada "para não ficar sozinha".
A magistrada do Ministério Público verificou que Francisco Esperança "era uma pessoa bem-falante com formação superior e assumiu tudo de um modo muito educado e tranquilo".
O crime terá sido premeditado. "Primeiro matou a mulher e depois a filha e a neta", afirmou ontem a procuradora Maria José Martinho. "Não mostrou qualquer tipo de arrependimento. Esteve sempre com uma postura tranquila", explicou a magistrada à jornalista Rita Marrafa de Carvalho.
A justificação para utilizar a catana como a arma mortal foi simples: "era uma arma silenciosa".

