Primeiros atletas rumam a Londres com muitas cautelas
Nuno Delgado, chefe adjunto da Missão Olímpica portuguesa, afirmou que é com o intuito de fazer "coisas boas" que esta geração encara a participação na maior prova desportiva do mundo e que esta espera "dar muitas alegrias" a todos os portugueses.
"Nós temos expectativas mas obviamente que somos realistas e todos nós conseguimos entender qual é que é o ponto de partida dos atletas. Ficar em quarto ou quinto lugar é uma coisa extraordinária mas não tem o impacto que tem o pódio, e, nesse sentido, estamos muito confiantes porque temos aqui um grupo e a prova disso é a equipa de vela que é a melhor de sempre", disse o antigo judoca, que foi medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000.
O dirigente de 35 anos sublinhou ainda que Portugal pode "contar com lugares no pódio" mas recordou que ao longo da sua história, com 100 anos de olimpismo, "são conquistadas zero, uma, duas ou três medalhas" e que, portanto, esse é o "ponto de partida" para a edição deste ano, alertando para a importância de não se criarem "falsas expectativas".
Por sua vez, o velejador Gustavo Lima, também presente na manhã desta segunda-feira no aeroporto de Lisboa, demonstrou mais preocupação com o tempo que vai encontrar em Londres do que propriamente com a 'obrigação' de trazer medalhas.
"[As condições atmosféricas] são parecidas com Cascais, embora eu pessoalmente saiba, à partida, que se estiver vento forte nos primeiros três dias de competição vai ser muito desgastante do ponto de vista físico e não tenho grande vantagem se estiver vento forte. Portanto, aguardo com alguma esperança que o vento esteja médio, fraco. Já apanhámos essas condições em Portland", disse o campeão do mundo de 1998 e 2003, na categoria Laser.
Já Sara Carmo, também velejadora, mostrou-se "muito entusiasmada e motivada", salientando que pretende "alinhavar os pequenos pormenores e conhecer o campo de regatas, os ventos e as tendências para saber quais são os lados favoráveis dos ventos e correntes".

