Pousadas de Portugal, depois do Brasil, rumam a São Tomé e Uruguai

Pestana prepara entrada da marca em cinco destinos internacionais. Expansão para fora de Portugal prolonga contrato de exploração das pousadas até 2028
Publicado a
Atualizado a

As Pousadas vão crescer para fora de Portugal. O objetivo do Grupo Pestana, que gere a marca desde 2003, é criar cinco unidades no estrangeiro e os primeiros países até já estão escolhidos. "Queremos cumprir um plano de internacionalização que envolve a criação de cinco pousadas no exterior e já temos projetos para três deles: São Tomé, Montevideu e Salvador da Bahia, que já está em funcionamento desde 2005", disse ao DN/Dinheiro Vivo Luís Castanheira Lopes, presidente das Pousadas de Portugal.

Os timings não são revelados, mas o plano de alargamento a cinco países terá de acontecer dentro dos próximos cinco anos para que seja possível prorrogar o fim de contrato de exploração das pousadas, que tem validade até 2023. Com a saída para o estrangeiro, e a criação de mais 300 quartos lá fora, o limite renova-se automaticamente para 2028 - como já aconteceu em 2006, com a primeira extensão do contrato inicial.

Castanheira Lopes levanta um pouco mais o pano: "Estamos sempre a estudar novos projetos e temos em análise muito aprofundada dois ou três." Neste sentido, está na calha "uma nova proposta para a Enatur e aí sim estudaremos mais afincadamente as expansões". A marca gerida pelo Pestana registou 200 mil dormidas em 2016, oferece 1200 quartos e dá emprego a 650 pessoas. Neste momento, contam-se 33 pousadas.

No ano em que se assinalam os 75 anos da marca, as novidades também chegam a Portugal. Além da nova unidade em Vila Real de Santo António, o grupo anunciou ontem que vai avançar ainda com uma triplicação do número de quartos disponíveis em Óbidos (ver caixa), onde "são muitos os dias do ano em que a oferta já não permite dar resposta à procura" dos turistas.

Não é só na vila medieval. "Estamos a crescer em ocupação e em receita média porque esta fase, o ciclo em que nos encontramos, é de maior fluxo de turistas e por isso é possível retomar algum ganho de competitividade que perdemos nos anos anteriores", disse Castanheira Lopes, que prevê um crescimento que ronda os 10% na primeira metade do ano.

Boas notícias numa empresa que só teve dois resultados financeiros positivos, "um em 2007 e outro em 2016", e que, mesmo com contas negativas, recebeu um investimento de 40 milhões nos últimos seis anos. É a "sorte", diz Castanheira Lopes, de a marca ter sido concessionada "a um grupo que tem capacidade financeira para aguentar os prejuízos e, mesmo assim, desenvolver projetos" e preparar a marca para "quando a crise acabasse".

Esse período parece ter chegado. "Em 2014 voltámos a crescer e desde ali para cá estamos a crescer de forma sustentada", afirmou, admitindo que aos 75 anos "estamos num ano único na história das Pousadas de Portugal". A ajudar estão também os números do turismo, que trazem mais estrangeiros para Portugal e têm proporcionado uma alteração no público-alvo. Atualmente, "recebemos 70% de estrangeiros e 30% de nacionais", bem diferente "do que se passava há uns anos, em que os portugueses eram os principais hóspedes das Pousadas".

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt