combustíveis, alimentação Casado e com uma filha, António Sousa vive a 50 quilómetros da empresa para a qual faz trabalhos de tradução. "Não era compensador andar todos os dias para trás e para a frente. E, além do mais, não fazia nenhum sentido." É pelo e-mail que recebe os documentos para traduzir. Acerta prazos e questões de pormenor "através do telefone ou do messenger". E entrega o trabalho em suporte informático via Internet. "Vou lá de vez em quando para manter o contacto.".Para António, o teletrabalho significa menos despesas mensais em combustível e alimentação. "Poupo dinheiro em restaurantes, estou mais tempo com a família e ainda consigo trabalhar durante mais horas." O pior é a sensação de "estar longe do centro onde tudo se decide"..A redução nos custos é também uma das razões invocadas pelas empresas para incentivarem o teletrabalho: passa a haver menos necessidade de espaço e menores gastos energéticos, por exemplo. ."Qualquer pessoa cuja actividade não pressuponha interacção ou atendimento presencial poderá efectuar o seu trabalho longe da sede física da empresa. Ou, se for um trabalhador por conta própria, poderá prestar serviços controlados e avaliados à distância para a sua entidade-cliente", resume Carlos Sezões, da consultora Stanton Chase, destacando ainda o "importante papel social" desta ferramenta quando proporciona, por exemplo, a "integração profissional de pessoas com graus de deficiência motora que afectem gravemente a sua locomoção".