cravinho O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação admite que "há uma presença excessiva de linhas de crédito na ajuda pública portuguesa ao desenvolvimento". .João Gomes Gravinho, que falava ontem aos jornalistas na apresentação da terceira edição d'Os Dias do Desenvolvimento, considera que a cooperação portuguesa "devia empenhar-se mais nas ajudas a fundo perdido"..O governante atribui a quebra de 15,7% na ajuda pública ao desenvolvimento, em 2009, a "ajuda ao desenvolvimento negativa". Isto fruto da amortização que Angola está a fazer de 28 milhões de euros por ano a Portugal, para pagar o perdão da dívida que tinha sido contabilizado em 2004..Cravinho admitiu ainda que Portugal não vai cumprir o objectivo de dispensar 0,56% do Rendimento Nacional Bruto para a ajuda ao desenvolvimento em 2010, meta assumida a nível da UE. (0,7% é o compromisso da ONU). .O último relatório da OCDE, divulgado na quarta-feira, revelou que a ajuda pública ao desenvolvimento passou de 0,27% a 0,23% entre 2008 e 2009. Muito longe do que foi assumido..A terceira edição d'Os Dias do Desenvolvimento é dedicada ao tema da Cidadania e Desenvolvimento e decorre entre quarta e quinta feira no Centro de Congressos de Lisboa.