As forças de segurança iraquianas são cada vez mais um alvo preferencial para os ataques dos insurrectos. Desde Outubro de 2004, por cada soldado americano morto no Iraque morreram quatro polícias ou guardas nacionais iraquianos. Nas ruas das cidades é frequente encontrarem-se polícias, soldados e guardas nacionais que envergam máscaras de ski. Esta foi uma forma que encontraram para se proteger, escondendo a identidade. «Faz parte do uniforme», explica Ahmed, um oficial da polícia que recusa dar o nome completo. Os membros das forças de segurança garantem que não vão trabalhar sem as suas máscaras e nunca dizem aos vizinhos qual a sua verdadeira actividade. «Costumo dizer que sou mecânico», confidencia Abu Jaffar. A intimidação transformou-se numa arma poderosa para os rebeldes. Estes pretendem derrubar o Governo iraquiano que prepara as eleições de dia 30 e procura estabelecer uma força de segurança nacional capaz de garantir a estabilidade no país. «Eles [insurrectos] dizem que trabalhamos para os americanos, mas trabalhamos com o povo e para o povo», afirma Hi- sham Sattar Jabbar, oficial da polícia. Apesar da perseguição dos rebeldes, as forças de segurança têm o apoio da população. O receio já levou, no entanto, muitos membros da polícia a demitirem--se. Em Novembro, 5000 polícias de Mossul abandonaram os seus cargos após uma vaga de atentados contra esquadras da cidade. Dois meses depois, a cidade do Norte do país continuava a não ter uma força policial local.