Centenas de alunos preparavam-se para iniciar uma série de manifestações pelas ruas da capital guineense, que deveriam decorrer até sexta-feira, mas foram dispersados pela polícia..Bacar Mané indicou que a polícia "usou da força" para os dispersar numa manifestação que até foi comunicada ao ministro do Interior, Edmundo Mendes. Os alunos lamentaram ainda a forma como os agentes da polícia os abordaram.."Quando iniciámos as nossas manifestações pacíficas, a polícia começou a carregar sobre nós de forma selvática", disse Mané, que exige ao Presidente guineense, José Mário Vaz, que demita o governante a quem acusa de ser responsável pela carga policial..Bacar Mané lembrou que José Mário Vaz "sempre disse que durante o seu mandato ninguém foi morto ou espancado" pelas autoridades, para salientar que a carga policial de hoje sobre os alunos em Bissau "contraria as palavras do Presidente"..O líder estudantil considerou que na Guiné-Bissau os "políticos estão a violar constantemente as leis da República" e não deixam que os cidadãos manifestem o seu repúdio.."O ano letivo não é nulo, mas não há aulas. Onde está a coerência nisso", questionou Bacar Mané..O dirigente afirmou ainda que os alunos se vão manifestar "conforme o plano delineado" e defendeu que os atuais governantes devem deixar os cargos que ocupam na administração do Estado "para outros guineenses mais capacitados"..As aulas nas escolas públicas têm decorrido de forma intermitente desde a abertura do ano letivo, em outubro, devido a ondas de greves dos professores que reclamam salários e subsídios em atraso, bem como aplicações de diplomas legais..Os alunos têm exigido ao Governo, através de manifestações de rua, a anulação do ano letivo ou a retoma das aulas, satisfazendo as exigências dos professores.