Polícia francês altera depoimento e diz ter disparado "por acidente" sobre jovem morto em Nantes

O polícia que atingiu mortalmente um jovem de 22 anos terça-feira à noite num controlo policial em Nantes (oeste de França) alterou a versão dos factos após a sua detenção e afirmou ter disparado "por acidente", de acordo com o advogado.
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"Reconheceu ter feito uma declaração que não era conforme à verdade" durante a sua primeira audição, declarou à agência noticiosa France-Presse (AFP) o seu advogado Laurent-Franck Lienard.

O polícia está sob detenção desde o meio-dia de quinta-feira por "violências voluntárias por pessoa depositária de autoridade pública e que conduziu à morte sem intenção de a provocar".

Desta vez, "declarou [aos investigadores da Inspeção geral da polícia nacional] que foi um disparo acidental", explicou o seu advogado.

Nas suas primeiras audições tinha invocado a legítima defesa.

"Aguardamos a sua acusação. Normalmente deverá ser emitida durante a tarde" e perante o juiz, precisou o advogado.

Aboubakar F., 22 anos, alvo de um mandado de detenção por "roubo em bando organizado, recetação e associação de malfeitores" foi atingido pelo disparo de um polícia quando efetuava uma marcha atrás na viatura que conduzia para escapar a um controlo policial.

Atingido no pescoço, acabou por morrer no hospital.

A sua morte provocou desde terça-feira três noites de violências urbanas em diversos bairros de Nantes, com diversos edifícios públicos e viaturas incendiados.

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