Polícia brasileira realiza operação para investigar fraudes no porto de Santos

A Polícia Federal brasileira está a realizar hoje uma operação contra fraudes em licitações da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), empresa pública que administra o Porto de Santos, o maior do Brasil.
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Segundo informações divulgadas pela polícia federal, a operação Operação Tritão investiga a ação criminosa de um grupo suspeito de atuar em processos de licitação das áreas de tecnologia da informação, dragagem e consultoria.

Cerca de 100 polícias federais cumprem sete mandados de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão, nas cidades de São Paulo, Santos, Guarujá, São Caetano do Sul, Barueri, Rio de Janeiro, Fortaleza e Brasília.

As autoridades estão a investigar desde o ano passado supostas irregularidades denunciadas num vídeo publicado na internet em setembro de 2016, no qual um assessor do presidente da Codesp confessava a prática de diversos crimes na empresa.

Num comunicado, a polícia federal refere que os autos da investigação já "apontam irregularidades em vários contratos", que seriam realizados através "de fraudes envolvendo agentes públicos ligados à estatal e a empresários".

"Entre as irregularidades apuradas, destacam-se contratações antieconómicas e direcionadas, aquisições desnecessárias e ações adotadas para simular a realização de serviços. Os contratos sob investigação perfazem um total de mais de 37 milhões de reais (8,8 milhões de euros)", acrescentou a polícia.

Os investigados na operação Tritão responderão pelos crimes de associação criminosa, fraude a licitações, corrupção ativa e passiva, com penas de 1 a 12 anos de prisão.

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