A polícia federal do Brasil prendeu na manhã desta segunda-feira, 24, o ex-bombeiro Maxwell Simões, na casa dele, no oeste do Rio de Janeiro, por envolvimento no planeamento do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018. "As investigações não estão concluídas mas mudamos de patamar. Está encerrado o patamar relativo à execução do crime, entramos no patamar para apurar os mandantes", disse Flávio Dino, ministro da Justiça, em conferência de imprensa horas depois da detenção..Simões foi delatado por Élcio Queiroz, ex-polícia que já estava detido por participação no crime na condição de condutor do carro de onde saíram os tiros. Queiroz disse que Maxwell vigiou a rotina de Marielle, além de fazer desaparecer as armas e o carro usados no crime. O outro preso é Ronnie Lessa, também ex-polícia, suspeito de ter sido o autor dos disparos que mataram, além de Marielle, o motorista Anderson Gomes. A assessora de imprensa Fernanda Chaves, que também estava no carro, sofreu ferimentos ligeiros.."Novas evidências provaram definitivamente a culpa de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz no crime e levaram Élcio a assinar uma delação premiada com a polícia, nessa delação, além de confirmar a participação dele e de Ronnie Lessa, apontou o dedo a Maxwell Simões", afirmou Dino..Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, foi preso na Operação Élpis, assim batizada em referência à deusa grega da esperança..Suel já havia sido condenado em 2021 a quatro anos de prisão por atrapalhar as investigações mas cumpria a pena em regime aberto. De acordo com o ministério público do Rio, o ex-bombeiro era o dono do carro usado para esconder as armas que estavam num apartamento de Ronnie Lessa. Suel também teria ajudado a atirar o armamento no mar..O suspeito foi preso em casa, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio, e levado para a sede da polícia federal, na zona portuária. Além dele, a Operação Élpis tinha seis outros alvos, entre os quais Denis Lessa, irmão de Ronnie.