Libertadas mulheres suspeitas de tentarem "apropriar-se" de bebé

Ambas as arguidas ficaram sujeitas a apresentações semanais na PSP de Braga. Uma delas, por ter nacionalidade brasileira, tem de entregar o passaporte às autoridades.
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A Polícia Judiciária (PJ) deteve, em Braga, duas mulheres "fortemente indiciadas pela prática do crime de tráfico de pessoas, na forma tentada", mas ambas já foram libertadas, tendo ficado sujeitas a apresentações semanais na Polícia de Segurança Pública (PSP) de Braga.

Em comunicado, a PJ explica esta sexta-feira que as duas detidas, de 34 e 38 anos, uma delas estrangeira, aproveitaram-se de uma grávida desempregada. Em fevereiro de 2023, "face à incapacidade de conseguirem ter filhos", "delinearam um plano" para, após o parto, registarem o bebé "em nome do casal", informa a PJ.

Depois do nascimento, que ocorreu a 19 de junho, num hospital do Sistema Nacional de Saúde (SNS), "a mãe decidiu quebrar o acordo e ficar com a criança, tendo sido ameaçada e coagida pelo referido casal para manter o que tinha sido combinado".

A PJ explica que as duas mulheres aproveitaram-se do facto de "a grávida não ser de nacionalidade portuguesa, estar desempregada e a atravessar grandes carências económicas" e de ainda "não saber quem era o progenitor da criança".

Acolheram-na em casa, "providenciando o seu alojamento, alimentação, pagamento de todas as despesas relacionadas com a gravidez e ainda uma pequena quantia mensal em dinheiro".

"Ficou ainda acordado que a parturiente não poderia frequentar consultas no Sistema Nacional de Saúde, para evitar registos nas bases de dados e quando desse entrada no hospital, para o nascimento, fosse indocumentada, omitindo a sua identidade e fornecendo desde logo o nome das pessoas que iriam futuramente figurar como pais do recém-nascido", refere a PJ na nota.

Além das apresentações semanais, uma das arguidas, por ter nacionalidade brasileira, tem de entregar o passaporte às autoridades.

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