O Ministério Público pediu ontem a condenação da maioria dos 14 arguidos do julgamento que envolve o ex--agente da PSP Alfredo Morais, tendo sido pedida prisão efectiva para, pelo menos, três deles, por vários crimes, entre os quais associação criminosa..O procurador pediu prisão efectiva para, pelo menos, Alfredo Morais, Pedro Gameiro e Paulo Batista..Alfredo Morais, ex-agente da PSP acusado de 18 crimes de lenocínio, sete de extorsão, um de coacção na forma tentada, um de coacção agravada e dois de detenção de arma proibida, era, na opinião do procurador, o líder da organização criminosa. "Não temos dúvidas. Está acima de todos dentro desta organização", disse o procurador, defendendo que qualquer organização criminosa "merece uma repreensão drástica" por estarem em causa "crimes graves"..Os 14 arguidos começaram a ser julgados no dia 28 de Outubro de 2008, pelos crimes de lenocínio (favorecimento à prostituição), tráfico de mulheres e associação criminosa relacionados com casas de diversão nocturna de Lisboa..Os arguidos são acusados de, entre 2002 e 2007, terem montado um esquema em que impunham serviços de segurança e prostitutas aos proprietários de conhecidos bares de alterne. Alfredo Morais chegou a estar preso cerca de 16 meses mas no âmbito do "caso Passerelle", cujo julgamento decorre em Leiria..Ontem, nas alegações finais, o Ministério Público deixou cair 10 dos 18 crimes de lenocínio de que os arguidos eram acusados, mas o procurador pediu a prisão efectiva para, pelo menos, três elementos por associação criminosa que, segundo a acusação, causa alarme social.