PCP quer reintegração dos trabalhadores despedidos do Casino da Póvoa

A Comissão Concelhia do PCP Póvoa de Varzim reiterou hoje a sua "solidariedade" com os 21 trabalhadores do Casino da Póvoa que foram alvo de despedimento coletivo, esperando que sua reintegração "seja uma realidade".
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Os comunistas consideraram que a decisão do Tribunal de Trabalho de Barcelos, que ordenou a integração dos funcionários, e sua indemnização, foi "a vitória da dignidade, da unidade, da força da luta dos trabalhadores", analisando que os mesmos tinham sido "humilhados" pela empresa.

"A Administração do Casino da Póvoa, como se não bastasse o despedimento que impôs aos trabalhadores, procurou humilhá-los bem como aqueles que ainda hoje ali trabalham. Agora, o Casino é obrigado a integrar nos seus quadros os trabalhadores despedidos, devendo-lhes respeitar a antiguidade, categoria profissional, bem como pagar retribuições perdidas (...) e ainda indemnizações", pode ler-se num comunicado emitido pelo PCP/Póvoa de Varzim.

A Comissão Concelhia local do PCP garantiu que "os trabalhadores poderão continuar a contar com a solidariedade e intervenção do PCP para que a sua integração seja uma realidade", lembrando que o partido "sempre esteve envolvido na luta pelos direitos destes trabalhadores".

O Tribunal de Trabalho de Barcelos anulou o despedimento coletivo de 21 funcionários do Casino da Póvoa de Varzim, anunciou, segunda-feira o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte.

Segundo uma nota informativa do sindicato, o Tribunal considerou "ilícito o processo de despedimento", que aconteceu em março de 2014, condenando a Varzim Sol, empresa que detém a concessão do Casino da Póvoa, a "reintegrar todos os trabalhadores nos seus postos de trabalho".

Francisco Figueiredo, responsável do Sindicato dos Trabalhadores da Industria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, explicou à Agência Lusa que a sentença ainda é passível de recurso por parte da Varzim Sol, mas deixou um desejo.

"É a natural que a empresa possa recorrer, mas a questão que se coloca é se o vai fazer mantendo os trabalhadores em casa, ou se vai recorrer aceitando a integração dos trabalhadores? Esperamos que, mesmo recorrendo, os reintegre", disse o sindicalista.

A Agência Lusa tentou uma reação do Casino da Póvoa, mas até ao momento não obteve uma resposta.

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