O estabelecimento é gerido por Manuel Mota, ex-deputado do PS na Assembleia da República, e pela irmã Rosário, formada em Direito, que agora apostaram na pastelaria, continuando um negócio iniciado pelo pai.."Os olhos também comem", disse à Lusa Manuel Mota, um dos proprietários da pastelaria, para sublinhar que as pétalas de ouro funcionam como uma "tentação" para de alguma forma levar o cliente a comprar aquele bolo-rei..Cada bolo leva quatro pétalas de ouro, que Rosário Mota, também proprietária da pastelaria, diz serem os "brindes" daquela iguaria típica da época natalícia.."Mas lá dentro também vai a fava, que, por tradição, obriga a que quem a encontrar pague o bolo do ano seguinte", brincou..Apesar do ouro, os proprietários de "O Regresso" garantem que o bolo "não é caro", ficando por 15 euros o quilo..Destacam o "excelente sabor" do bolo, que tem ainda a particularidade de praticamente não levar frutos cristalizados, sobretudo para responder aos "estômagos" novas gerações.."A única fruta cristalizada é maçã, cortada aos cubos. De resto, leva frutos secos inteiros, como avelã, noz, amêndoa, ameixa e cereja, além de vinho do porto e mel", explicou Rosário Mota..A responsável disse que a procura tem sido muito boa e até já há encomendas para o estrangeiro, nomeadamente França e Alemanha..Os proprietários enfatizaram ainda os benefícios para a saúde da ingestão de ouro comestível, que contribui para a eliminação de toxinas e tem um efeito antienvelhecimento da pele.."É bom, é bonito, é barato e faz bem à saúde. São só vantagens", afirmou Manuel Mota..Marca registada de "O Regresso", o Bolo-Rei de Ouro foi "trabalhado" durante seis meses, até chegar ao produto final..Dentro de dias, as pétalas em ouro darão lugar a estrelas, cumprindo-se assim ainda mais o espírito de Natal.."Os Reis Magos seguiram uma estrela e o principal presente que ofereceram ao Menino Jesus foi ouro", recordou.