O parlamento da Finlândia abriu esta quarta-feira o debate sobre a adesão à NATO, depois de a invasão da Ucrânia provocar um aumento no apoio político e público para o país entrar na aliança militar..Apesar de a Rússia alertar para o aumento do uso de energia nuclear no Báltico caso a Finlândia e a vizinha Suécia se juntem à aliança militar, a primeira-ministra da Finlândia disse que o seu país precisa de decidir rapidamente se se deve candidatar à adesão.."A hora das soluções chegou", disse Sanna Marin, acrescentando: "A unidade é a melhor garantia de segurança"..Na semana passada a ministra disse que a decisão da Finlândia iria acontecer "dentro de semanas, não dentro de meses"..A Suécia também está a discutir se deve apresentar uma proposta de adesão após a invasão russa no dia 24 de fevereiro..Os 200 membros do Eduskunta (parlamento) da Finlândia receberam na semana passada um "papel branco" encomendado pelo governo que avaliou as implicações da adesão à NATO juntamente com outras opções de segurança, como o aumento dos acordos bilaterais de defesa..O relatório não fez recomendações, mas enfatizou que, sem a filiação à NATO, a Finlândia não beneficia de garantias de segurança, apesar de atualmente ser um parceiro da aliança..Dizia que o "efeito de dissuasão" na defesa da Finlândias seria "consideravelmente maior" dentro do bloco, enquanto observa que a adesão também acarreta obrigações para a Finlândia de ajudar outros estados da NATO..Depois de duas décadas em que o apoio público à adesão da NATO permaneceu estável em 20-30 porcento, a guerra provocou um aumento do a favor de mais de 60 porcento, de acordo com as sondagens de opinião.."Eu costumava ser contra a adesão à NATO, mas por causa desta situação agora sou mais a favor", disse Sofia Lindblom de 24 anos, enquanto passeava o seu cão no centro de Helsinquia. "A adesão traria algum tipo de segurança", disse à AFP..Na vizinha Praça do Senado, Vuokka Mustonen disse que a invasão da Ucrânia "mudou completamente" a sua opinião a favor da adesão. "Sinto-me bastante segura, mas bastante preocupada", disse..Declarações públicas recolhidas pelos media finladeses sugerem que metade dos 200 membros do parlamento da Finlândia apoiam agora a adesão, enquanto apenas cerca de 12 se opõem.