Parlamento espanhol volta a chumbar investidura de Feijóo. Sánchez espera ser indigitado pelo rei
O parlamento espanhol voltou a chumbar, esta sexta-feira, a investidura de Alberto Núñez Feijóo, líder do Partido Popular (PP), como primeiro-ministro, como aconteceu na primeira votação, realizada na quarta-feira.
Nesta segunda e definitiva votação, Feijóo conseguiu 172 votos, quando eram necessários 176 para atingir a maioria.
Foi considerado nulo o voto de Eduard Pujol, deputado do partido Juntos pela Catalunha que terá primeiro votado "sim", tendo corrigido e proferido um "não", mas o voto acabaria por ser anulado. Assim, votaram contra 177 deputados.
Além dos 137 deputados do PP, votaram a favor da investidura de Feijóo como primeiro-ministro os 33 parlamentares do VOX (extrema-direita) e os dois dos partidos regionais Coligação Canária e União do Povo Navarro (UPN).
Todos os restantes partidos (de esquerda, nacionalistas e independentistas da Galiza, Catalunha e País Basco) votaram contra e não houve qualquer abstenção.
O líder do PP antecipou o fracasso da sua investidura durante a intervenção no parlamento, indicando que só haverá duas "saídas não honrosas", referindo-se a um "governo da mentira ou a repetição das eleições".
O PP, recorde-se, foi o partido mais votado nas eleições de 23 de julho e o rei de Espanha, Felipe VI, indicou Feijóo como candidato a primeiro-ministro, mas o Congresso chumbou a sua investidura nas duas votações, a de quarta-feira e a de hoje.
O socialista Pedro Sánchez terá agora de iniciar negociações com os partidos com assento parlamentar, para obter os apoios necessários para ser reconduzido ao cargo de primeiro-ministro, antes de ser designado pelo rei para formar governo, o que deverá acontecer na próxima semana.
O Congresso dos Deputados tem até 27 de novembro, dois meses após a primeira votação da candidatura de Feijóo, para eleger um novo chefe do Governo e evitar a repetição das eleições legislativas em janeiro.
Com Lusa

