Parcimónia

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Sempre deplorei o amor aos automóveis como o epítome do declínio de uma civilização. Mas não me esqueço do dia em que fui buscar o meu ao barco, após uma semana de alto-mar, e de repente dei por mim a lavá-lo à mão, com uma mangueira e um balde, como faziam os meus vizinhos. "Procuras uma vida mais autêntica, mais livre e parcimoniosa?", murmurei. "Não fazes mais do que a tua obrigação."

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