Papa leva 12 refugiados sírios para o Vaticano

Entre os refugiados estão seis crianças. As famílias muçulmanas são oriundas de Damasco e Deir Ezzor
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Três famílias de refugiados sírios embarcaram no avião que vai levar o papa Francisco de regresso ao Vaticano depois de uma visita à ilha grega de Lesbos, informou o Vaticano. "O papa quis ter um gesto de acolhimento para os refugiados", levando no avião para Roma "três famílias de refugiados da Síria, 12 pessoas no total, incluindo seis crianças", informou o Vaticano num comunicado.

As famílias são de confissão muçulmana, duas oriundas de Damasco e outra de Deir Ezzor, cidade síria localizada nos territórios controlados pelo grupo extremista Estado Islâmico. Segundo os 'media' italianos, os refugiados, entre os quais há crianças, vão ser acolhidos pela comunidade de Santo Egídio.

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Segundo o jornal The Guardian, os refugiados corriam o risco de ser deportados. "As suas casas foram bombardeadas", explicou um porta-voz do Vaticano, citado pelo jornal britânico.

Na visita de cinco horas à ilha de Lesbos, o Papa Francisco disse uma oração, juntamente com o patriarca de Constantinopla Bartolomeu e o arcebispo de Atenas Jerónimo II. "Nunca devemos esquecer que os migrantes, antes de serem números, são pessoas: rostos, nomes, histórias", disse o papa num discurso à população no porto de Mitilene, capital da ilha de Lesbos. "Infelizmente, alguns, entre os quais muitas crianças, nem conseguiram chegar, morreram no mar, vítimas de viagens desumanas e de criminosos sem escrúpulos", acrescentou.

Francisco alertou ainda para as "situações de necessidade trágicas e verdadeiramente desesperadas" e pediu uma resposta "digna da humanidade comum". "Deus criou o género humano para que forme uma única família. Se um dos nossos irmãos ou irmãs sofre, somos todos atingidos", disse.

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