Papa insta Estados a respeitarem compromissos assumidos sobre Ambiente

O papa Francisco instou hoje todos os Estados a respeitarem os compromissos assumidos em matéria de ambiente para impedir o perigo real de "deixar às gerações futuras escombros, desertos e sujidade".
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Francisco recebeu assim os participantes na conferência internacional realizada quinta-feira e hoje, por ocasião do terceiro aniversário da encíclica sobre a proteção do planeta "Laudato si".

"Todos os governos têm de esforçar-se para honrar os compromissos assumidos em Paris para evitar as piores consequências da crise climática", explicou.

Advertiu que a redução do gás do efeito de estufa requer honra, coragem e responsabilidade, sobretudo por parte dos países mais poderosos e mais contaminados.

Durante o discurso, o pontífice recordou a cimeira COP24 sobre o clima, que se realizará em dezembro na Polónia, manifestando esperança de que seja "um marco no caminho traçado pelo Acordo de Paris em 2015".

O papa defendeu "a necessidade de uma mudança de paradigma financeiro para promover o desenvolvimento humano integral" e apelou ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial para favorecerem "reformas eficazes para um desenvolvimento mais sustentável".

Manifestou esperança de que o financiamento "volte a ser um instrumento destinado à melhor produção de riqueza e ao desenvolvimento".

Recordou "as terras dos povos indígenas expropriadas e as culturas espezinhadas por uma atitude predatória, de novas formas de colonialismo, alimentadas pela cultura do esbanjamento e do consumismo".

E concluiu encorajando a continuação do trabalho por uma mudança radical, porque, como disse, "a injustiça não é invencível".

Nas conferências destes dias participaram representantes políticos como o ministro polaco do Empreendimento e Tecnologia, Jadwiga Emilewic, a ministra do Clima e Ambiente da Noruega, Ola Elvestuen, e a deputada do Partido Nacional escocês Roseanna Cunningham.

Em representação da América Latina, contou a sua experiência Delio Siticonatzi, um jovem membro do Povo Ashaninka, no Peru, e Dario Bossi, representante da Rede Latinoamericana de Igrejas e Mineração.

Também participaram elementos do mundo empresarial e a secretaria executiva da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, a mexicana Patrícia Espinosa.

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