Ovelhas morrem de 'susto' após ataque de cães

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O ataque de três cães, de raça boxer, numa exploração pecuária na zona do Ludo, em Faro, na noite de quarta-feira, causou a morte por asfixia a 215 ovelhas, que entraram em pânico. Mas, de acordo com o dono da exploração, só quatro ovinos apresentavam sinais de terem sido atacados directamente.

Esta é a segunda vez que os mesmos cães, de uma quinta vizinha, entram na propriedade de Carlos Brito, localizada na reserva ecológica da ria Formosa. Há ano e meio, os três cães já tinham atacado seis ovelhas, tendo a dona dos boxer assumido o pagamento de 700 euros pelos animais mortos. Ainda a fazer contas ao prejuízo, avaliado agora em mais de 16 mil euros, Carlos Brito diz que a dona dos cães já assumiu os danos e, como tal, nem foi necessário apresentar queixa. "Ela esteve cá de manhã e ainda viu os cães aqui."

A proprietária dos cães, Valentina Calisto, antiga vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Algarve, indica que os animais estão vedados normalmente" mas, por "acidente, um portão automático ficou aberto e os cães, que têm uma aversão grande às ovelhas - que pastam diariamente na envolvência da minha casa -, assim que viram o portão aberto fugiram e dirigiram-se para o curral".

Carlos Brito reconhece que "os cães até são meigos" mas ou "porque são três e actuam por instinto e em matilha ou porque querem brincar, já é a segunda vez que fazem isto", diz. Há alguns anos, aconteceu uma situação idêntica quando a exploração foi atacada por cães vadios. Nessa ocasião morreram várias ovelhas.

Os boxer entraram no curral durante a noite. "Quando o funcionário chegou, às sete da manhã, deparou com isto", explica Carlos Brito, confirmando que só quatro ovelhas revelavam sinais de terem sido atacadas. "As outras entraram em pânico e morreram esmagadas ou asfixiadas." As reses tinham entre dois e seis anos e, segundo o empresário, muitas estavam prenhes, o que aumentou o prejuízo. "Sobreviveram 80 a 90 ovelhas", precisou o empresário.

A carne dos animais foi removida para incineração em Beja, depois de o veterinário que presta apoio àquela exploração ter visitado o local. Carlos Brito afirma que sempre que os animais não sejam abatidos para consumo humano, a carne não poderá ser aproveitada. |

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