Os punhos e os palavrões assinalados

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Já só faltava. Mangas arregaçadas e uma cena de pancadaria no Parlamento. E podia ter acontecido esta semana na Assembleia? Não. Apesar de todos os excessos. De linguagem e de atitude.

Embora se tenha registado, horas depois do episódio que essa seria a intenção, de facto, do deputado José Eduardo Martins do PSD. As imagens não mostram o deputado em pé a chamar o deputado socialista para sair do plenário e ajustar contas lá fora. Mas vários testemunharam o desafio. Que deu em nada. Mas, claro, belisca ainda mais a imagem dos políticos. Quantos á-partes, quantas insinuações já não se ouviram naquela sala? Faz parte da retórica parlamentar. Dar e levar. Por isso existe uma figura regimental, tantas vezes usada sem história e até sem motivo. Defesa da honra. Teria evitado. Palavrões e insultos. E talvez uma intervenção mais enérgica da mesa tivesse vindo a calhar. Pode e deve impor-se quando os ânimos aquecem. A história está contada. E o deputado até já pediu desculpa.

A todos os parlamentares , menos ao visado ( Afonso Candal do PS ). " Os rapazes são assim", comentava alguém dando afinal ao episódio o que ele merece. Um reparo! E os rapazes ontem mesmo divertiam-se no fim da sessão. Os do PS para Afonso Candal " Podes sair que ele já foi embora". Os do PSD para José Eduardo Martins " Sai que ele já foi embora". A mim choca-me mais os que estão sempre a ir embora. No dia anterior a este episódio, seis da tarde, apenas 36 deputados na sala. Não havia quórum de funcionamento .|

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