Os pioneiros portugueses que chegaram a Dakar em 1982

José Megre e Manuel Romão convenceram a UMM a preparar três jipes e fizeram-se à aventura em África com mais quatro portugueses, entre eles o tio de André Villas-Boas.
Publicado a
Atualizado a

É a prova que faz parte do imaginário de todos os adeptos do todo-o--terreno e que neste ano tem início já no domingo. Entre eles o treinador André Villas-Boas, que já várias vezes assumiu que correr um rali Dakar é um objetivo de vida. Uma paixão que, no caso do ex-técnico do FC Porto (agora no Zenit), encontra uma fácil origem familiar: o tio Pedro Villas-Boas foi um dos pioneiros portugueses na mais emblemática prova do todo-o-terreno mundial, copiloto de um dos três jipes UMM que transportaram os primeiros seis participantes nacionais a lançarem-se na então grande aventura pelo continente africano, na edição de 1982.

O rali tinha sido lançado nos últimos dias de 1978 pelo francês Thierry Sabine, que um ano antes estivera perdido três dias no deserto da Líbia durante o rali Abidjan--Nice. E a ideia de uma participação portuguesa começou a germinar na cabeça do "guru" do todo o terreno nacional, José Megre - que se estreara como piloto no Rali de Portugal de 1975 e se deixara fascinar pela ideia dos ralis de aventura africanos -, e na do seu colega Manuel Romão.

A amizade de Megre com os irmãos Baptista da Silva, da União Metalomecânica (UMM), fez o clique decisivo no projeto e permitiu que a 1 de janeiro de 1982 se apresentassem à partida de Paris seis portugueses divididos por três veículos todo-o-terreno UMM, de fábrica: José Megre e Manuel Romão (colegas de trabalho no Entreposto e parceiros de ralis anteriores) foram num deles; Pedro Cortez (piloto de ralis) e Joaquim Miranda (mecânico no Entreposto) noutro; e, por fim, Diogo Amado (colaborador da UMM) e Pedro Villas-Boas no terceiro, destinado à assistência rápida aos outros dois.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt