Os contornos da pedofilia como doença

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«A pedofilia é uma doença.» A definição foi dada ontem por Afonso de Albuquerque, sexólogo e psiquiatra, durante a conferência subordinada ao tema A Sociedade e a Sexualidade. A salvaguarda pode parecer óbvia, mas embora a pedofilia não seja considerada crime - o abuso sexual é que o é -, o médico psiquiatra, que acompanha Carlos Silvino, no processo Casa Pia, fez questão de referir que a prática figura como doença para a OMS, desde os anos 80.

Segundo o sexólogo, não é possível encontrar nestes doentes um perfil fixo, «apenas se sabe que são, na sua maioria, homens». Porém, há um estímulo erótico muito específico crianças pré-pubertárias. Muitos deles referem que amam as crianças com quem mantêm actos sexuais e acreditam ser correspondidos. Mas há uma distinção: «O pedófilo mantém essa preferência para o resto da vida», o abusador pode ter só relações ocasionais.

Para as vítimas, o trauma depende das características do abuso sexual algumas podem vir a ser pedófilos. O sexólogo acredita que Bibi «é o caso de uma criança abusada que se torna abusador».

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