A Optimus parte hoje à conquista do mercado de telecomunicações fixas com o lançamento do Home, um telefone para o lar, sem assinatura mensal. O objectivo da empresa é obter uma quota de 5% no espaço de seis meses, sendo que o mercado-alvo são 1,3 a 1,5 milhões de lares portugueses que dispõem de telefone fixo sem Internet. A meta, no prazo de um ano e meio a dois anos, é chegar aos 10%. O investimento promocional é de quatro milhões de euros..O produto, que Paulo Azevedo, presidente da Sonaecom, afirma ser uma inovação a nível mundial, resulta de uma parceria entre a Optimus e a Novis, operadora de comunicações fixas do grupo. Por usar a sua própria rede fixa, a par da tecnologia móvel GSM, implicou investimentos «marginais». Mas tem a vantagem, face às operadoras fixas de acesso indirecto, de permitir a abolição completa da assinatura cobrada pela PT, no valor de 14,6 euros mensais..Questionado sobre a hipótese de a PT responder a novo produto com a abolição da assinatura mensal, Paulo Azevedo desvalorizou a questão. «Somos a favor da concorrência, não temos medo da PT. Mas temos a certeza que vão tentar bloquear isto de todas as maneiras possíveis e imaginárias.» O líder da Sonaecom garante que o Optimus Home «não é atacável» porque surge dentro do «princípio da neutralidade tecnológica» previsto pela legislação europeia recentemente transcrita para Portugal. «Cumprimos rigorosamente todos os requisitos legais para estarmos preparados para quaisquer tentativas de impedir o Optimus Home», diz.